Por conta de tecnologia das baterias, chefe da F-E confirma que trocas de carros podem continuar até sexta temporada

As trocas de carro no meio das provas da F-E podem continuar até a sexta temporada, mais longe do que Alejandro Agag, o diretor-geral da categoria, dizia no último ano. O motivo é a tecnologia disponível para as baterias

Ainda no ano passado, o diretor-geral da F-E, Alejandro Agag, confirmara em Punta del Este que a categoria esperava conseguir encerrar a necessidade de troca de carros durante a prova para a quarta ou quinta temporada do campeonato, em 2018. Agora, Agag já admite a possibilidade de a sexta temporada ser a que vai receber a mudança.
 
Na verdade, após passar quase um ano tratando da quinta temporada como a meta da F-E, Agag disse agora que nunca foi confirmado – o que não deixa de ser verdade. E anda para trás. 
 
"Estamos para ver se é possível fazer sem sacrificar muito desempenho. Queremos manter a performance alta. A ideia é para o ano cinco ou seis", disse em entrevista à revista 'Autosport'.
O entra e sai do carro por Simona de Silvestro (Foto: F-E)
Há uma questão tecnológica. A praticamente confirmação de que a Williams seguirá como fornecedora de baterias da categoria levantou uma questão: sem espaço num chassi que não mudará nos próximos anos, a companhia inglesa não sabe bem como aumentar a capacidade das baterias. Uma saída considerada é a da possibilidade de recarga sem fio. Não há espaço o suficiente para baterias maiores dentro dos carros.
 
Apenas na quinta temporada a F-E deve abrir a competição para novas fornecedoras de bateria, o que pode impulsionar, acredita-se uma saída como novas soluções.
 
Outra questão diz respeito ao formato. Agag confirmou que há discussões, mas que nada isso tem a ver com a crítica da BMW sobre uma necessidade de encerrar as trocas de carro, de repente encurtando as corridas. 
 
"Há uma discussão sobre talvez mudar o formato. Mas não estamos lá ainda; estamos analisando com a FIA. Essa seria uma forma muito, muito gráfica de mostrar um grande salto na tecnologia que será produzida. As opiniões importantes para mim são as das construtoras do campeonato. As opiniões das construtoras de fora são menos importantes", seguiu.

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