Reestreia traz de volta elementos que tornaram FE ‘queridinha’ na primeira temporada: equilíbrio e caos

A estreia da quarta temporada da FE em Hong Kong lembrou muito os grandes momentos da categoria em seu primeiro ano. Uma prova equilibrada e caótica mostrou que o campeonato promete ser bem disputado entre várias equipes

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Enfim, após as mais longas férias da histórias da categoria, a Fórmula E voltou de vez na manahã deste sábado (2). Foram horas cheias, desde os treinos até a corrida, onde aconteceu muita coisa diferente. Na realidade, a quantidade de situações diferentes que se apresentaram e a ausência de um favoritismo claro fizeram com que o fã da categoria olhasse para o eP de Hong Kong e lembrasse dos momentos na primeira temporada da categoria, quando a FE se tornou a queridinha do mundo do esporte a motor. Sem Renault ou Audi controlando e sem Lucas Di Grassi ou Sébastien Buemi sequer nos pontos, foram outros 'players' que apareceram. Em Hong Kong, ao menos no sábado, a categoria viu o melhor cenário possível se desfraldar.  

 
Se por um lado Buemi apareceu como quem iria protagonizar o Dia da Marmota no primeiro treino livre, a segunda sessão deixou claro que o ritmo forte mesmo estava na Jaguar enquanto quatro ou cinco equipes seguiam de perto. Com o treino classificatório e os problemas de Mitch Evans, Jaguar descartada e briga entre DS Virgin, Mahindra, Techeetah e Audi. Jean-Éric Vergne errou na última curva e saiu de lá direto para o muro. Deu sorte, porém, que a linha de chegada está no começo da reta em Hong Kong e escapou com a pole. 
Os membros do pódio em Hong Kong (Foto: Reprodução)
A Techeetah era a favorita, então? Na corrida, rapidamente ficou claro que Sam Bird – com a DS Virgin – tinha ritmo melhor que Vergne. Atrás, Oliver Turvey largou muito bem com a NIO e foi se segurando por ali até ter problemas eletrônicos. Um pouco atrás, Di Grassi parava atrás do companheiro de Audi, Daniel Abt, enquanto Buemi chegava com a Renault. Nick Heidfeld, de Mahindra, brigava pescoço a pescoço com os dois e chegou ao pódio com o ritmo da segunda metade da prova. Nelsinho Piquet, de Jaguar, também colocou pro ali.
 
O que este samba significa? Que diferentes equipes estão em pé de igualdade para este começo da temporada. É muito cedo e pode ser apenas um fogo de palha, mas a sensação é que as equipes estão em situação de igualdade – ou quase isso. Em níveis parecidos, onde podem competir entre si.
 
Sim, Bird venceu com 11s5 segundos de vantagem, é verdade, mas isso veio após não fazer a pole e 'capinar sentado' durante 20 voltas atrás de Vergne. Ainda mais: Bird só tomou a ponta porque fez uma linda ultrapassagem sem nenhum auxílio artificial. A vantagem final, aberta de cara para o vento, não é tão importante quanto a disputa no meio do carrossel. Foi, ao menos nesta estreia, reminiscente daquele ano de sete equipes diferentes indo às vitórias.
Sam Bird (Foto: DS Virgin)

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O outro ponto que voltou a aparecer agora e que esteve presente nos melhores momentos da FE foi o caos. É uma situação extremamente parecida e ao mesmo tempo completamente diferente do famoso eP de Buenos Aires em que a vitória estava nas mãos de Buemi até a suspensão quebrar, caiu nas mãos de Di Grassi e a suspensão quebrou, sobrou para Heidfeld até ser punido e, por fim, explodiu no colo de Da Costa. É diferente porque não foram problemas aleatórios que tornaram a corrida extremamente divertida. 

 
Foi o desenho da pista, sem qualquer área de escape e com muitas oportunidades pequenas de combate. Sim, ainda há problemas relacionados à tecnologia, como o de Buemi e o de Jani, que precisou trocar a bateria. Mas é bem menos do que já foi e tende a acontecer cada vez menos.
 
A FE precisa entender qual seu lugar no panorama esportivo: mais pistas como a de Hong Kong. A cultura de confronto roda a roda está mais enraizada no campeonato dos monopostos elétricos que em qualquer outra categoria de monopostos no momento. Então, enquanto o crescimento tecnológico encontra a profissionalização institucional, que as pistas sejam mais como Hong Kong e menos como Nova York. Uma pista que permita a FE fazer o que faz de melhor: duelos de contato e uma várzea programada.
Sam Bird venceu a corrida em Hong Kong (Foto: DS Virgin)
O grande nome desta etapa de abertura, Bird só tomou a liderança com uma bela ultrapassagem. Depois, quase atropelou um membro da sua equipe na garagem e acabou punido. E a surpresa foi geral quando ele voltou do drive-through ainda na liderança – até do próprio Bird.
 
"Eu achei que ia voltar [da punição] em sexto ou sétimo, que tinha perdido e ele [Vergne] estava na frente", contou. "Mas a gente dominou a corrida… O carro estava ótimo, eu agradeço a DS pelo trabalho. Nós não sabíamos o que esperar quando chegamos", admitiu.
 
E ainda falou, em meio a sorrisos aliviados: "Me sinto bem, foi uma corrida muito, muito estressante."
 
Jean-Éric Vergne, apesar do segundo posto, saiu dizendo que a corrida foi um pesadelo. Lembrou, por exemplo, a dificuldade de comunicação via rádio que foi de todas as equipes durante o dia.
 
"Não entendi nada sobre essa corrida. Tentamos algumas coisas que não deram certo na estratégia, não havia comunicação e eu estava tendo muitas dificuldades. Algumas vezes era OK, em outras eu achava que não era o bastante e via depois que tinha sido boa. Uma corrida de pesadelos", afirmou.
 
"Mas, bem, uma corrida de pesadelos com o segundo lugar até que é muito bom. Com isso, ficou bem feliz", seguiu.
 
Se Vergne não falou sobre Heidfeld, o terceiro colocado não se fez de rogado em reclamar de uma defesa desleal do francês para cima dele – algo com que Dario Franchitti, hoje comentarista da transmissão oficial da categoria, concordou.
 
"Foram os piores pontos de pódio que eu já tive. Acabei de falar com JEV que ele não seguiu as regras. Quando ele bloqueia por dentro tem que me dar espaço por fora. Eu me sentia muito mais rápido, mas nessas ruas é difícil de ultrapassar", falou Heidfeld. 
Nelsinho Piquet (Foto: Jaguar)

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"O ritmo estava fantástico, por isso eu estou chateado hoje. Foi uma corrida louca. Eu larguei bem, assim como ano passado, e eu encostei na frente para tentar tomar as primeiras posições, só que a situação me fez frear para evitar uma grande batida. Muita gente que largou atrás ganhou posição, então foi uma prova divertida", declarou.

 
Com a quarta colocação, Piquet saiu completamente animado com o dia e falando com pódios mais cedo do que tarde.
 
"Eu estou muito, muito feliz por esse quarto lugar. Primeiro, eu quero agradecer a todos da Jaguar. O que esses caras fizeram foi impressionante, é só ver a diferença do carro de hoje para o final da temporada passada. Sendo bem realista, tenho de pensar em pódio e, bom, isso está muito mais perto de acontecer do que eu poderia imaginar. Finalmente eu voltei a ter um carro competitivo nas mãos", disse.
 
Bem mais atrás, no 18º posto, Lucas foi pego nas confusões da largada.
 
"Foi um dia realmente muito ruim para nós. Tive um pequeno toque no começo da corrida e aquilo acabou com a suspensão, que quebrou logo depois e aí tive de ir para os boxes. Assim, não consegui fazer ponto nenhum. É complicado porque o carro estava muito bom na corrida, mas é a vida. Às vezes você tem sorte, às vezes, não. Vamos tentar recuperar amanhã", encerrou.
 
A FE volta já neste domingo, com o eP de Hong Kong 2 largando às 5h (de Brasília).
FIM DE UMA GERAÇÃO

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