Som de “sopro em papel de bala” e “carro triste” impressiona no primeiro contato com “categoria dos Jetsons”

O impacto causado pela primeira vez em que se acompanha um treino do carro da F-E não é dos melhores para quem está habituado ao som e à força dos motores. Várias definições se surgem, e o ruído é tão silencioso que, mesmo perto, tem quem nem note que os carros foram para a pista

Quando o relógio deu 15 nesta sexta-feira (12) em Punta del Este, o safety-car de tecnologia híbrida da BMW saiu dos boxes levando a primeira leva de carros e aqueles que estivessem na parte de dentro do circuito de rua para cerca dos alambrados. Os câmeras das TVs locais usaram as arquibancadas e o espaço do hospitality-center para, além de exercerem suas funções, saciar a curiosidade; o mesmo fizeram os moradores dos prédios que têm visão mais-que-privilegiada.
 
Era uma série de voltas de reconhecimento do traçado estreito e lotado de curvas de baixa velocidade. De longe ou perto, era possível ver o espanto mesclado à surpresa.
 
 

É bem estranho mesmo

Um vídeo publicado por Victor Martins (@vitonez2) em

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Dez 12, 2014 at 9:12 PST


As definições do ruído foram atualizadas, mediante a constatação de que o safety-car tinha um som mais potente: “é um sopro em papel de bala”, “parece um raio criado eletronicamente”, “dá a impressão que o carro está em ponto morto eterno, “é um choro futurista”, “é a categoria dos Jetsons”.
 
Do lado de fora, os contrapontos eram notórios. O fiscal que controlava a passagem dos credenciados próximo à entrada da reta principal escutou bem o som. “Eu consegui ouvir bem, gostei muito”. Perguntado se não havia se impressionado com o barulho do carro de segurança, ergueu os olhos sem esconder o sorriso pelo momento. "Seria melhor se fosse a F1, mas já estou contente”. A policial mais baixa que se postou próxima aos gazebos da comissão médica, a caminho dos boxes, nem havia notado que o treino começara. “Já foram para a pista?”
 
A F-E sempre se colocou como uma categoria completamente diferente de qualquer uma que já existiu por seu caráter de sustentabilidade e ecologicamente permitido, usando um sistema de recuperação de energia e baterias exclusivamente feitos pela Williams, a eletrônica da McLaren e a integração do conjunto pela Renault. O resultado em termos de impressão sonora deixa a desejar para quem está acostumado com aquele estouro de tímpanos dos V10 ou V12, até mesmo o V8, e que não aceita de maneira alguma no que os V6 turbo transformaram a F1 nesta temporada.
 
Dizer que causa uma má impressão, então, é aceitável e compreensível. A melhor definição é de que é diferente. Bem de acordo como a F-E se apresenta. 
DUPLA DE PESO

A opção foi pela experiência: Fernando Alonso e Jenson Button são os titulares da McLaren na temporada 2015 do Mundial de F1. O tão aguardado anúncio, que fecha o grid do próximo campeonato, saiu nesta quinta-feira (11) na fábrica da equipe em Woking, na Inglaterra.

Alonso retorna à escuderia depois de uma passagem extremamente conturbada em 2007, há oito anos. Campeão mundial com a Brawn em 2009, Button vai ter a oportunidade de defender a McLaren pelo sexto campeonato seguido em 2015.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

NÃO TIROU O DEZ

Quando assinaram e uniram forças em 2009, Ferrari e Fernando Alonso tinha um objetivo em comum: conquistar títulos. Após a fracassada temporada 2014, os destinos de piloto e equipe voltam a se separar – sem o título. No entanto, Alonso ainda tem palavras de carinho com a escuderia de Maranello, onde acredita ter vividos os melhores anos de sua carreira. Para Alonso, seu nível enquanto esteve na Ferrari foi melhor que eu qualquer outro momento. O espanhol ainda destacou seus números em comparação ao companheiro de 2014, Kimi Räikkönen, mostrando ter sido muito superior.

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MUDANÇA DENTRO
E FORA DAS PISTAS
Lewis Hamilton passou por altos e baixos após a conquista do título mundial em 2008. Para retornar ao topo da F1, superou crises, desentendeu-se e fez as pazes com o pai, e mudou de equipe em busca de um novo desafio. A recompensa chegou na forma do bicampeonato
 
– Como Rosberg foi capaz de desafiar os limites de Hamilton
 
– Mercedes entra para a história da F1 com carro excepcional no início da ‘Era híbrida’ da categoria

Leia a reportagem completa na REVISTA WARM UP.

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