Lando Norris conquistou o tão sonhado título no Mundial de Pilotos da Fórmula 1 em uma campanha de altos e baixos. O GRANDE PREMIUM separou dez momentos que marcaram a campanha de 2025
A temporada 2025 da Fórmula 1 chegou ao fim após o GP de Abu Dhabi, realizado no domingo (6). Embora Max Verstappen tenha vencido a última corrida do ano, foi Lando Norris quem saiu com o título e colocou fim à espera pelo tão sonhado Mundial de Pilotos. A campanha do britânico, porém, esteve longe da perfeição.
Os principais adversários de Norris foram Verstappen e Oscar Piastri. O australiano começou o campeonato em alta, mas perdeu rendimento após o GP da Itália. Já o neerlandês passou parte do ano sem carro para enfrentar a dupla da McLaren, embora tenha reagido de forma impressionante na reta final.
Ainda que tenha sido alvo constante de críticas, Norris mostrou consistência superior à dos rivais e quase sempre esteve no pódio. E, ao longo de uma trajetória marcada por altos e baixos, alguns episódios se destacaram — seja pela grandeza, seja pelos deslizes.
Por isso, o GRANDE PREMIUM reuniu dez momentos decisivos na caminhada do britânico rumo ao primeiro título mundial.

GP da Austrália: a primeira vitória
Com a McLaren mantendo o nível técnico apresentado no fim de 2024, Norris aproveitou a abertura do campeonato em um fim de semana chuvoso em Melbourne. Cravou a pole e, no caos da corrida, viu Piastri — sua principal ameaça — rodar nas voltas finais e despencar no pelotão.
Na parte decisiva da prova, segurou a pressão de Verstappen na pista molhada e deu indícios que finalmente tinha recursos para disputar o título da Fórmula 1.
GP do Japão: o primeiro deslize contra Verstappen
A McLaren era favorita em Suzuka, mas seus pilotos não extraíram o máximo do carro na classificação e foram superados por Verstappen. Embora a Red Bull não tivesse ritmo para escapar na frente, as características da pista tornavam a ultrapassagem quase impossível.
Após os pit-stops, Norris voltou colado em Verstappen e teve a melhor chance de usar o DRS na volta seguinte. Porém, ao tentar uma manobra agressiva, escapou para a grama na saída do pit-lane. A perda de tempo permitiu que Max abrisse vantagem e mantivesse a ponta.

GP da Arábia Saudita: corrida perdida no sábado
Norris já havia cometido pequenos erros nas classificações sprint na China e no Bahrein, mas nada se comparou ao acidente no início do Q3 em Jedá, que o deixou apenas em décimo no grid.
A corrida de recuperação também não foi brilhante, e ele terminou apenas em quarto. Com isso, viu Piastri assumir a liderança do campeonato com dez pontos de vantagem.
GP do Canadá: o primeiro abandono
A McLaren teve um fim de semana muito difícil em Montreal. Norris largou em sétimo após uma classificação apagada, enquanto Piastri saiu em terceiro.
Nas voltas finais, disputando a quarta posição, Norris fez um movimento precipitado na reta principal, tocou no carro do companheiro e abandonou. Piastri seguiu na prova, concluiu em quarto e ampliou a vantagem para 22 pontos.

GP da Inglaterra: a volta por cima
Após uma sequência ruim, Norris reagiu na Áustria e na Inglaterra. No Red Bull Ring, superou Piastri em uma disputa intensa nas voltas iniciais e adotou uma estratégia diferente para vencer.
Em Silverstone, não tinha ritmo para desafiar os rivais e parecia encaminhado para um terceiro lugar. No entanto, tudo mudou durante a prova: Verstappen rodou na relargada e caiu no pelotão, enquanto Piastri recebeu punição por um incidente sob safety-car. Assim, a vitória caiu no colo de Norris, que conquistou, pela primeira vez na carreira, duas vitórias consecutivas.
GP dos Países Baixos: o golpe da confiabilidade
A F1 chegou a Zandvoort após as férias de verão com Piastri liderando o campeonato por nove pontos. O australiano dominou a etapa, enquanto Norris fazia corrida de contenção e caminhava para um sólido segundo lugar.
Mas, na reta final, um problema de motor o deixou na mão. O abandono permitiu que Piastri abrisse 34 pontos de vantagem — e, naquele momento, parecia que o título tinha escapado.

GP da Itália: ordens de equipe
Verstappen dominou o GP da Itália, mas a McLaren tinha o pódio encaminhado com Norris em segundo e Piastri em terceiro. A polêmica veio nos boxes.
A equipe chamou Piastri primeiro para protegê-lo de um possível ataque de Charles Leclerc e deixou Norris na pista. Na volta seguinte, um pit-stop lento jogou o britânico para o terceiro lugar.
Rapidamente, a McLaren pediu que Piastri cedesse a posição — e ele obedeceu. Norris terminou em segundo e recuperou três pontos que seriam decisivos na disputa do título.
Cidade do México e São Paulo: domínio absoluto
Após o GP da Itália, Piastri perdeu força na briga, enquanto Verstappen se aproximava com vitórias no Azerbaijão e nos EUA. Pressionado, Norris respondeu em grande estilo no México: fez a pole e venceu com 30 segundos de vantagem sobre Leclerc.

No Brasil, repetiu a força da fase: venceu a sprint, viu Piastri abandonar e controlou a corrida principal para ganhar novamente. Com isso, abriu 24 pontos para o australiano faltando três etapas.
Las Vegas e Catar: erros da McLaren
Norris começou bem em Las Vegas. Na classificação sob chuva, garantiu a pole com 0s3 para Verstappen. Na largada, perdeu a liderança, mas cruzou em segundo. O resultado seria excelente — não fosse a desclassificação da McLaren por desgaste irregular da prancha do assoalho.
No Catar, Piastri venceu a sprint e caminhava para um triunfo tranquilo. Norris seguia em segundo, à frente de Verstappen, mas a McLaren errou na estratégia ao não chamar nenhum dos dois pilotos ao box sob safety-car na volta 7.
Verstappen adotou um plano melhor, assumiu a liderança e venceu. Piastri foi segundo, e Norris terminou apenas em quarto.

Assim, a F1 chegou a Abu Dhabi com Norris ainda na liderança, mas com apenas 12 pontos sobre Verstappen e 16 sobre Piastri.
GP de Abu Dhabi: dever cumprido
Com 12 pontos de vantagem, Norris não precisava correr riscos. E foi exatamente o que fez. Largando de segundo, perdeu posição para Piastri na largada, não ameaçou Verstappen e controlou o ritmo até o final.
Precisando terminar no pódio para não depender dos rivais, o britânico administrou o resultado com maturidade, cruzou em terceiro e selou o primeiro título de sua carreira.
A Fórmula 1 volta no dia 9 de dezembro com os testes coletivos da pré-temporada, em Abu Dhabi.
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