Palou constrói nova prateleira e se coloca em olimpo da Indy com temporada histórica
Álex Palou elevou a dinastia na Indy a níveis inimagináveis. E céu não parece ser limite para piloto espanhol, que vem construindo história de forma sólida e impressionante na categoria
Implacável. Existem poucos termos para definir o que Álex Palou fez em 2025 na Indy. Depois de duas taças consecutivas, era muito claro que o espanhol chegaria neste ano como o nome a ser batido. Talvez ninguém esperasse que ele realmente quase não fosse batido. As 8 vitórias em 15 etapas disputadas demonstram um patamar inédito neste século e que só se compara com nomes como A.J. Foyt, Mario Andretti, Al Unser e outros.
Se a notoriedade da Indy dentro do esporte a motor é muito por conta do equilíbrio das corridas e a dificuldade de ter uma força dominante, Palou aniquilou isso. Nos circuitos mistos, é absolutamente impossível batê-lo. É sempre o melhor nas classificações, é sempre o mais perpicaz nas estratégias e no ritmo de corrida. Só perdeu em Mid-Ohio porque errou. Às vezes, ele é humano.
O que Scott Dixon demorou 15 anos para montar na Indy, Palou fez em 6. É o nível do que o espanhol, até então desconhecido com uma boa campanha na Super Fórmula no Japão, fez nos Estados Unidos nos últimos anos.
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E se os ovais eram o grande calcanhar de Aquiles do espanhol até aqui na Indy, não são mais. Ele quebrou este estigma com uma vitória incrível nas 500 Milhas de Indianápolis. Talvez fosse o que restasse para conquistar definitivamente um lugarzinho entre os grandes. Para além de tudo, também demonstrou o oportunismo dos mistos em Iowa, em vitória que praticamente encerrou as dúvidas de quem seria o campeão.
Se faltavam poucas coisas que Álex poderia conquistar na Indy, talvez o novo objetivo do espanhol seja tornar que o bom grid atual pareça inapto, ultrapassado e cada vez mais sem condições de esboçar uma reação. E ele está conseguindo. É como se Palou fosse uma versão do vilão Jackson Storm, do filme ‘Carros 3’, em que faz esforço mínimo para derrubar os oponentes.
Qual o próximo passo? Ainda difícil de imaginar. Mas é certo que Palou está começando a ter um tamanho que não caiba mais na Indy, que também precisa começar a coçar a cabeça para tornar o campeonato mais atrativo e difícil para o espanhol, que pouco a pouco vai acumulando números e números, construindo mais andares no castelo de onde reina na categoria.
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