Andretti vê importância de preparação mental para Indy 500 e admite: será difícil ultrapassar. Mas “não devia ser fácil”

Marco Andretti larga na 12ª colocação nas 500 Milhas de Indianápolis. E sabe que ganhar espaço no pelotão vai ser bastante complicado com os novos pacotes aerodinâmicos para pistas ovais. Mesmo assim, o mais jovem membro do clã Andretti a correr a Indy 500 se vê experiente no IMS e mental e fisicamente preparado

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Um dos assuntos que ganhou o noticiário das 500 Milhas de Indianápolis nas últimas semanas foi a possibilidade de falta de ultrapassagem por conta do alto downforce do novo pacote de carros ovais dos monopostos. De acordo com Marco Andretti, sim, será difícil. E deveria ser.

 
Marco, que larga na 12ª colocação, admitiu que não será uma festa para ganhar uma série de posições: as oportunidades oferecidas pelos adversários serão mais importantes que a imposição de ritmo.
 
"Acho que sim. As relargadas serão insanas por causa dos deslizes, tem muita variação no tráfego agora. Creio que para chegar na frente vindo de trás vamos precisar aproveitar as oportunidades, o conservadorismo e os erros", apontou. 

"Assim que vamos passar no pelotão intermediário. Ultrapassar vai ser difícil, mas não deveria ser fácil. Prefiro que, se eu tiver a chance de liderar, que seja real. Não que eu demore na pista e fique lá guardando lugar. Acho que liderar será muito difícil", seguiu.

 
Andretti é um dos pilotos com mais preocupação na parte física. Entretanto, para ele, a parte mental é até mais fundamental para vencer a Indy 500.
Marco Andretti liderou o TL3 (Foto: IndyCar)
"É diferente e talvez não seja como Detroit, mas é muito mental independente do clima. A velocidade que andamos e a distância, muitas coisas que serão empurradas em cima de você e muita coisa precisa ser feita para que você vença a corrida. Não só a forma de guiar, mas a estratégia e os pit-stops na hora certa. A pista escolhe o vencedor, então precisamos nos assegurar que estaremos lá no fim.
 
Numa já longa carreira, Marco também aprendeu uma coisa ou outra sobre a corrida. 
 
"Provavelmente não ficar confiante de mais ou de menos: só fazer meu trabalho. Se conseguirmos trabalhar bem, executar tudo, então podemos dar sorte. Não temos um plano de abordagem e vamos abordar tudo a ele. A pista escolhe o vencedor, já vi acontecer, então não sei se no dia em que eu vencer a corrida será dominando tudo ou saindo do 16º lugar, sabe? Mas vou me esforçar por 200 voltas e veremos no fim", encerrou.
GRANDE PRÊMIO cobre in loco a edição 2018 das 500 Milhas de Indianápolis com o repórter Gabriel Curty e com o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe o noticiário aqui.
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