Bandeirantes confirma fim de acordo de transmissão da Indy

Ao GRANDE PRÊMIO, inicialmente, a Band confirmou que não renovou contrato para a transmissão da Indy a partir de 2020, mas depois enviou nota para dizer que mantém interesse em manter o evento. Por ora, a categoria deixa de ser exibida na TV aberta e tampouco pelo seu canal por assinatura, o BandSports, com a transmissão ficando restrita apenas ao serviço de streaming DAZN

A Indy sofreu mais um grande baque no que diz respeito ao Brasil. Na tarde desta terça-feira (17), a Band não renovou seu contrato de transmissão e, desta forma, vai ficar sem exibir as corridas da categoria a partir de 2020. A informação foi confirmada pela emissora do Morumbi ao GRANDE PRÊMIO. A decisão se estende ao canal por assinatura do grupo, o BandSports. Sendo assim, ao menos por enquanto, as transmissões da Indy ficam restritas somente ao serviço de streaming DAZN na próxima temporada.
Três horas após a confirmação de que não transmitiria o campeonato, a assessoria da Band entrou em contato com o GRANDE PRÊMIO para dar um novo posicionamento. "O diretor de Esportes da TV Bandeirantes, José Emílio Ambrósio, afirma que a emissora tem muito interesse em manter a Fórmula Indy e diz que em um futuro próximo será discutido de que forma o evento poderá ser aproveitado", trouxe a nota.

O GP soube que esta resposta foi produzida depois de uma reunião feita nesta tarde na sede da emissora.

 
Porém, concomitantemente, a assessoria da categoria, que fora indagada sobre tal questão há oito dias — em 9 de dezembro, pois —, respondeu que o GP "já tinha conseguido a resposta, com base na reportagem publicada no site", assim confirmando que não há acordo entre as partes.
 
A Band foi a primeira emissora do Brasil a transmitir a Indy em TV aberta, ainda nos anos 1980, impulsionada pela ascensão de Emerson Fittipaldi na categoria. Tendo em Luciano do Valle a sua principal voz, o canal paulistano ajudou a Indy a ganhar popularidade no Brasil. Foi então que, no início dos anos 1990, encerrou-se o primeiro ciclo da Band com a Indy. 
 
O esporte passou a ser exibido pela extinta TV Manchete, entre 1993 e 1994, antes de ter os direitos adquiridos pelo SBT a partir da temporada seguinte.
A Band marcou época ao transmitir a Indy no Brasil (Foto: Reprodução)
A temporada 1995 foi a última da Indy antes da cisão entre CART e IRL, que ficou com a principal corrida do calendário, as 500 Milhas de Indianápolis, mas sem os principais pilotos, que seguiram com a CART. A Band, então, passou a ser a emissora oficial a exibir as corridas da IRL, enquanto o SBT ficou com a divisão mais famosa do campeonato.
 
Desde então, a emissora do Morumbi seguiu como uma espécie de sinônimo da Indy no Brasil. A Band sofreu grande perda em 2014, quando Luciano do Valle morreu, vítima de infarto. Téo José, que já narrava para o canal, assumiu o posto de #1 com o passamento de Luciano, em posto que manteve até o começo de 2018, quando foi dispensado da emissora.
 
A partir de então, as transmissões da Band/BandSports foram lideradas por Eduardo Vaz ou Celso Miranda na narração, com os comentários de Felipe Giaffone. Mas o comentarista deixou o grupo no início deste ano para assumir a função no Grupo Globo, sendo confirmado, no fim de 2019, como o substituto de Reginaldo Leme, que deixou o canal no mês passado.
 
Foi também em 2019 que o serviço de streaming DAZN, que cada vez mais ganha espaço e adquire direitos de transmissão das mais variadas competições, iniciou as exibições da Indy. No momento, este é o único canal para o fã brasileiro assistir à Indy em 2020.

A categoria, ao menos por enquanto, não tem nenhum piloto brasileiro full time para a temporada 2020. Tony Kanaan vai seguir na Foyt, mas tem sua presença assegurada somente nos circuitos ovais. Matheus Leist, que nas duas últimas temporadas também defendeu a Foyt, anunciou recentemente sua participação em quatro corridas da IMSA SportsCar com um Cadillac DPi da equipe JDC-Miller, tendo seu futuro incerto na Indy.

 

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