Com muitos carros e poucos pilotos, Andretti decepciona, mas enxerga futuro em Herta

A Andretti chama atenção pela quantidade de carros que coloca no grid. Porém, poucos pilotos fazem o trabalho suficiente para merecer um lugar no time

A temporada 2020 da Indy definitivamente foi frustrante para a Andretti. Após anos brigando diretamente pelo título, a equipe fecha o ano com apenas uma vitória e muito longe do duelo entre Scott Dixon, da Ganassi, e Josef Newgarden, da Penske.

Conhecida por ter uma operação extensa na Indy, a equipe começa a pagar por algumas escolhas feitas. Apesar de ter cinco carros no grid, apenas Alexander Rossi e Colton Herta conseguem entregar resultados com certa constância. O campeão de 2012, Ryan Hunter-Reay, fez outra temporada esquecível, rápido em classificação, mas sem destaque durante as corridas e bastante errático.

A falta de competitividade ainda é pior com o carro #26, que foi guiado por Zach Veach pela terceira temporada consecutiva. O piloto chegou a dar impressão de melhora com a grande performance no Texas, quando fechou no quarto lugar, mas passou o resto do ano no pelotão do fundo, e deixou a equipe antes da rodada dupla do misto de Indianápolis, quando recebeu a confirmação de que não teria o vínculo renovado.

Zach Veach está fora da Andretti (Foto: Indycar)

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James Hinchcliffe, que é um dos principais agentes livres do mercado, surgiu para substituir Veach no final. Mostrou velocidade, mas a chance de vitória jogada no lixo em St. Pete com acidente durante bandeira amarela coloca dúvidas na trajetória do canadense com o time.

O #98 de Marco Andretti dispensa maiores comentários. Mesmo com a surpreendente pole-position na Indy 500, fez outra temporada frequentando a parte do fundo do grid contra equipes de menor orçamento. O ponto que isenta Marco de maiores críticas é o fato de não roubar o lugar de ninguém na equipe, já que paga pelo próprio carro em conjunto de Bryan Herta e da Curb Agajanian.

Já consolidado como o grande nome da equipe, Alexander Rossi teve um ano esquecível. Diferente de 2018 e 2019, não se colocou na briga pelo título, sofreu com problemas de confiabilidade e azar, mas faltou competência em momentos chaves que poderia sair com a vitória, como na Indy 500 e em St. Pete. Bateu sozinho em ambas. Nono lugar na tabela é muito pouco para quem desafiou Dixon e Newgarden nos últimos anos.

Alexander Rossi fechou o ano sem vencer (Foto: Indycar)

Apesar do ano complicado, a Andretti pode sonhar com bom futuro nas mãos de Colton Herta. Correndo pelo time pela primeira vez, o jovem piloto demonstrou velocidade desde o início do campeonato, colecionando pódios e aparições no top-10. Conquistou uma vitória em Mid-Ohio para evitar o ano em branco do time. Apesar de necessitar de mais maturidade e mais equipamento para participar melhor da briga, provou que tem tudo para ser um dos grandes nomes da Indy no futuro.

A Andretti é uma das equipes que melhor abraça o projeto da Indycar. Não tem vergonha de fazer investimentos e tentar deixar o grid mais cheio, porém, isto vem custando em desempenho para a equipe por pessoas que não fazem jus ao lugar que estão.

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