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A recuperação de Sébastien Bourdais é qualquer coisa de impressionante. Pouco mais de dois meses depois de um acidente gravíssimo na classificação das 500 Milhas de Indianápolis, o experiente francês voltou às pistas, guiando o carro #18 da Dale Coyne em um teste em Mid-Ohio.
Ainda que o teste pudesse indicar que seu retorno está próximo, o veterano de 38 anos preferiu adotar um discurso mais cauteloso e falou que foi para Lexington apenas para avaliar suas condições.
"Eu não estaria aqui e de novo em um carro se não tivesse condições para isso, mas, por enquanto, é meio que apenas um dia de avaliação, só estou aqui para testar", disse ao site norte-americano Motorsport.com.
Sébastien Bourdais testou em Mid-Ohio apenas dois meses depois do acidente (Foto: Reprodução/Twitter)
"Temos que lembrar que as próximas corridas são em ovais, então não conta muito o que eu estou fazendo aqui. A previsão dos médicos era de que eu poderia guiar novamente no dia 15 e eles disseram que voltar duas semanas antes não faria esse tanto de diferença", seguiu.
Bourdais tratou de lembrar que outro motivo que o levou a testar tão cedo foi o fato de que o calendário da Indy vai apertar após Pocono. Segundo o francês, a recuperação já virou preparação e agora o objetivo é ficar 100% para realmente poder voltar a competir.
"Fisicamente, eu estou bem. Tivemos de pegar essa data para aproveitar enquanto o calendário não entra na fase da loucura. Tudo aconteceu muito rápido, a passagem da recuperação para a preparação física, foi tudo bem rápido. Antes, era questão de voltar a andar direito, agora já penso em recuperar minha massa muscular, me recuperar por completo", encerrou.
Sébastien Bourdais está voltando (Foto: IndyCar)
O acidente aconteceu na terceira volta rápida de Bourdais na classificação. Ao perder a traseira, o francês tentou segurar o carro, mas acabou causando um impacto frontal violento. O veterano foi resgatado rapidamente e, de ambulância, partiu de imediato para o hospital.
O impacto contra o muro de Indianápolis rendeu fraturas na bacia e no quadril, exigindo uma cirurgia no Hospital Metodista da cidade e uma recuperação que, a princípio, duraria até o início da próxima temporada.
Sébastien andava a 316 km/h na hora da batida, frontal, o que resultou em um impacto de 118 G – número que impressiona, mas que não foi recorde: o acidente brutal de Kenny Brack no Texas em 2003 gerou 214 G. O piloto sofreu fraturas múltiplas pelo corpo, incluindo o esterno, o fêmur, os tornozelos e uma lesão em uma vértebra. Foram 18 meses de recuperação até ele poder voltar para fazer sua última prova na Indy nas 500 Milhas de Indianápolis em 2005.
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