Indy

Duelo entre Dixon e Hunter-Reay chama atenção em treinos livres dominados pela Honda em Long Beach

Em uma sexta-feira em que a Honda controlou as ações em cima da Chevrolet, Scott Dixon e Ryan Hunter-Reay travaram dois interessantes duelos, dando mostras de que devem estar na briga direta pela pole

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo / GABRIEL CARVALHO, de Campinas
A sexta-feira (12) de treinos livres da Indy em Long Beach viu a Honda em vantagem. Ao contrário do que aconteceu no também circuito de rua de São Petersburgo, desta vez a distância dos japoneses para a Chevrolet no primeiro dia de atividades não é tão ligeira assim, com direito até a um top-7 no TL1.
 
É verdade que no segundo treino livre as coisas ficaram mais parelhas, mas ainda deu para a Honda garantir as três primeiras colocações. E neste domínio, diferentemente do que aconteceu nos mistos de Austin e do Alabama, foram as gigantes Ganassi e Penske que saíram na frente.
 
Para ser mais preciso, dois pilotos se destacaram mais do que os rivais. Por mais que Felix Rosenqvist, Graham Rahal, Colton Herta e Alexander Rossi tenham andado bem, a sexta-feira viu um duelo particular entre Scott Dixon e Ryan Hunter-Reay.
Ryan Hunter-Reay brigou com Scott Dixon na sexta-feira (Foto: Stephen King/IndyCar)
No TL1, Hunter-Reay apareceu para superar Dixon e liderar com 0s17 de frente, enquanto que, no TL2, o troco veio com o neozelandês aparecendo no finalzinho e derrubando o rival por meros 0s04.

"Acho que foi um dia regular. Creio que errei o timing na hora de dar a primeira volta rápida. Acho que andamos muito e com alta aderência, mas cometi um erro nas primeiras duas voltas. Só que o carro estava bom e fui bem na manhã. Não conseguimos o que queríamos e acho que tínhamos o potencial para mais. Achei também que as Honda pareceram forte. Como podemos falar em todo final de semana, está super apertado e o pelotão é pesado, vamos ter de ver o que podemos fazer para ganhar terreno", avaliou Dixon.
 
Curiosamente, por mais que sejam reconhecidamente dois dos melhores pilotos em circuitos de rua, Dixon e Hunter-Reay têm retrospectos recentes bem distintos em Long Beach. Ainda que ambos tenham um triunfo no currículo na pista californiana, Dixon tem sempre se mantido no top-5, enquanto Ryan não tem nem completado as últimas edições da tradicional prova.
Scott Dixon é um dos favoritos a ficar com a pole (Foto: IndyCar)
Com a Penske tentando crescer e dar o bote na classificação como fez em St. Pete e uma série de times da Honda competitivos, Hunter-Reay e Dixon entram no sábado com jeito de que vão decidir o Fast Six nos detalhes.

"Realmente, estamos voltando a nos encontrar. No ano passado, tivemos carros bem competitivos aqui. De novo, conseguimos uma boa configuração no acerto. Foi um bom ponto de partida, fizemos mudanças para tentar entender o que fazer e o que não fazer, como você normalmente faz em um circuito de rua. A parte complicada do circuito de rua é que você tem de se manter no traçado, tem de ser proativo, conforme você avançar no fim de semana, as condições mudam. Então, foi um bom dia, aprendi bastante, sei o que fazer amanhã", disse Hunter-Reay.

Na Penske, o clima não era de desespero. E isso se explica, principalmente, pelo crescimento no TL2, com Josef Newgarden em quarto, dando pinta de que, sim, é possível que St. Pete se repita e que o time de Roger Penske ataque com tudo na classificação.
Josef Newgarden ficou mais próximo dos líderes (Foto: IndyCar)
"Foi um bom dia. O carro está bom. O pessoal do time trabalhou muito bem neste final de semana, só precisamos estar no controle. Encontramos algumas coisas da primeira sessão que nos fizeram melhores, e agora é só questão de colocar estes detalhes corretamente para amanhã. Creio que teremos um ótimo carro para a classificação e vamos tentar ficar em uma boa posição de largada para a corrida", comentou Newgarden.

Do lado da Foyt, os primeiros sinais positivos da temporada. Com os dois carros andando bem no TL1 e Tony Kanaan bem de novo no TL2, a única parte ruim foi um problema mecânico de Matheus Leist na segunda sessão.
 
"Dia sólido para nós. Nos unimos depois de Barber e voltamos ao básico que fomos no passado. Esta pista foi boa para nós no ano passado, então, estou confiante que vamos ter um bom final de semana. Até aqui, tudo bem, temos de continuar assim", falou Tony.
 
"Tivemos um grande TL1, mas, infelizmente, acho que as temperaturas altas e a configuração não trabalharam bem na segunda sessão. Também tivemos problemas mecânicos na sessão que não me ajudaram, então, temos trabalho para amanhã, mas acho que estamos mais próximos dos líderes que estivemos no resto do ano. Espero um bom treino amanhã para nos preparar para ir ao Q2 na classificação", afirmou Matheus.


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