Ex-agente de Wilson, Palmer diz que “mundo é lugar pior” por perder “epítome de um atleta de verdade”

Jonathan Palmer foi piloto da F1 por alguns anos e também passou algumas temporadas sendo o agente que cuidava da carreira de Justin Wilson. Ao piloto, que morreu na última segunda-feira, fez inúmeros elogios e disse que todos perdem sem o "ser humano incrível"

Jonathan Palmer foi piloto da F1 em sete temporadas e foi agente de carreira de Justin Wilson durante alguns anos. Ele divulgou um comunicado em seu site oficial lamentando a morte do que chamou um "ser humano incrível" e que deixa um legado. Palmer ainda se juntou ao coro de pessoas pedindo progressos na segurança dos atletas.
 
O ex-agente recordou contou que falou com Wilson após a última corrida que ele completou, em Mid-Ohio, quando conseguiu voltar ao pódio da Indy. Palmer ainda elogiou a habilidade que ele tinha de guiar quando recebia bons carros, algo que mostrou em todas as categorias pelas quais passou.
 
"Três semanas atrás, eu estava falando com um Justin Wilson deliciado depois do segundo lugar em Mid-Ohio com a Andretti. Agora, difícil de acreditar, ele se foi por conta de um acidente em que foi uma vítima inocente, acertado na cabeça por destroços da batida de outra pessoa", lamentou. 
 
"Quando ele estava num carro razoavelmente competitivo, Justin era incrível. Na F-Palmer Audi, F3000, F1 ou Champ Car e Indy, ele podia fazer coisas grandes. Sua inteligência do esporte era brilhante, e a habilidade de ultrapassar era seu forte. Mas Justin foi muito mais que um piloto brilhante. Era o ser humano mais incrível. Nunca existiu um piloto mais popular. Com todos: fãs, imprensa e os empregados do time. Mas também com os maiores competidores: os pilotos rivais", seguiu.
Jonathan Palmer (Foto: Octane Magazine)
"De alguma maneira, Justin unia uma determinação de aço no carro e era a pessoa mais tranquila e amigável fora dele. Era muito popular e andava de cabeça em pé – em caráter e fisicamente", afirmou.
 
"Para Justin, perder a vida como uma vítima inocente é uma tragédia absoluta e é vital que mais trabalho seja feito para progredir na segurança no automobilismo", clamou.
 
Completou falando do privilégio de ter conhecido o piloto e que o mundo perde uma grande pessoa.
 
"Foi um privilégio enorme para mim ter sido tão próximo a um piloto animador e um jovem inspirador que vai permanecer sempre um exemplo para todos os pilotos. O mundo, particularmente do automobilismo, vai ser um lugar pior sem o Justin, mas ele deixa um legado de ser e epítome de um atleta de verdade", encerrou.
Wilson morreu um dia após se envolver num acidente bizarro nas voltas finais das 500 Milhas de Pocono, quando Sage Karam, então líder, rodou e bateu na barreira de segurança. Um dos destroços do carro, um pedaço da asa, voou e acabou caindo na cabeça de Justin. Ele foi levado, mas entrou em coma e não resistiu aos ferimentos.
 
O piloto foi vencedor de sete provas na Indy, quatro na era CART e mais três nos tempos de IndyCar. Ele foi a primeira fatalidade da categoria desde Dan Wheldon, em 2011, e do desenvolvimento do DW12, carro considerado extremamente seguro, fabricado pela Dallara e que a Indy usa há quatro temporadas, desde 2012.

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