Ferrucci admite sentimento “agridoce” com top-3 pela Foyt na Indy 500
Santino Ferrucci recolocou a Foyt no top-3 das 500 Milhas de Indianápolis após 23 anos e chegou a flertar com o primeiro lugar nas últimas voltas. Proximidade com a vitória despertou sentimento "agridoce" no piloto americano
A Foyt teve uma performance surpreendente nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano e voltou ao top-3 da tradicional prova após 23 anos com Santino Ferrucci. O piloto americano chegou a flertar com a vitória nas últimas voltas, quando a corrida foi interrompida por três bandeiras vermelhas, o que embaralhou o grid a ponto de resultar em um triunfo inesperado de Josef Newgarden.
O último top-3 — e no caso das outras etapas do calendário da Indy, o pódio — alcançado pela Foyt tinha sido em 2019, no GP de St. Louis, com o brasileiro Tony Kanaan. Já a última vez da modesta equipe entre os três primeiros na Indy 500 foi em 2000, com o chileno Eliseo Salazar. Ainda que Ferrucci tenha conseguido alguns feitos neste domingo (28), o piloto disse que o sentimento após a corrida foi “agridoce”.
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“Foi emocionante. Agridoce. Foi emocionante entrar no carro, o que foi meio estranho porque você sente que há muitas pessoas que realmente querem isso, a equipe realmente quer isso. Trabalhamos muito para chegar onde estávamos. Estivemos na frente o dia inteiro. É definitivamente uma das corridas mais difíceis que já fiz, e sabíamos que tínhamos um carro muito bom”, disse Ferrucci.
“Ficamos muito próximos de Felix [Rosenqvist] quando ele bateu, então sou muito grato por termos conseguido se esquivar isso. E então, chegando ao fim, acho que na segunda relargada, eu e Marcus [Ericsson] lutamos na curva 1 e, obviamente, veio a bandeira vermelha. Faz parte deste lugar, faz parte das corridas, faz parte da Indy 500. Só estou chateado porque tenho certeza de que Marcus pensa o mesmo que eu. Nós três definitivamente poderíamos ter vencido em qualquer momento. Sim, é agridoce”, completou.
Embora não tenha conseguido a vitória na Indy 500 — que encerraria com o jejum da Foyt que dura desde 1999, quando levou com Kenny Bräck —, Ferrucci manteve o bom retrospecto, já que terminou entre os 10 melhores em cinco participações. O primeiro lugar pode vir nas próximas temporadas, desde que o circuito oval de Indianápolis “o escolha para isso”.
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“Fomos tão bons durante todo este mês, então chegar ao dia da corrida é um alívio, porque você sabe que esteve na frente, sabe que se classificou bem e me diverti muito dirigindo o carro hoje. Quando você termina em terceiro, sabendo que liderou na curva 1 a três ou quatro voltas do fim, é difícil. Mas, no final das contas, estou realmente feliz com o desenrolar das coisas”, afirmou o dono do carro #14.
“Este lugar realmente te escolhe como vencedor. É muito verdadeiro. Mas eu realmente queria vencer esta corrida como todos os outros. Voltaremos no próximo ano, provavelmente um pouco mais fortes”, finalizou.
Com o resultado nas 500 Milhas de Indianápolis, Ferrucci pulou para a 15ª colocação do campeonato com 96 pontos, sendo 34 a menos que Colton Herta, o 10º. A Indy retorna já no próximo fim de semana, dia 4 de junho, com o GP de Detroit, no circuito de Belle Isle Park. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2023.
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