Guia 2020: Por Tríplice Coroa, Alonso volta para McLaren, mas Indy 500 segue distante

Fernando Alonso vai para a terceira tentativa de fechar a Tríplice Coroa com vitória na Indy 500, mas, apesar de ter um carro potencialmente forte, segue se preparando para a prova de forma contestável

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A terceira tentativa de Fernando Alonso na Indy 500 está marcada para maio de 2020. Em um caso clássico de "a volta dos que não foram", o espanhol assinou com a McLaren pouco depois de ter rompido os vínculos com os britânicos e, assim, vai guiar o terceiro carro do time na principal prova do calendário.
 
A verdade é que a McLaren acabou surgindo quase como uma última opção para o asturiano. Após acabar com o acordo que tinha com a equipe pela qual deixou o Mundial de F1, o espanhol negociou com a Andretti e o acerto só não saiu porque a Honda não quis. 
 
Os japoneses, é claro, não esqueceram a relação conturbada que tiveram com Fernando nos tempos de F1, de "motor de GP2", além do fato de Alonso, hoje, ser piloto Toyota no WEC e em outras atividades como o Rali Dakar.
Fernando Alonso volta para a Indy 500 com a McLaren (Foto: Reprodução)
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Com o veto da Honda, restava ao bicampeão mundial achar algum acordo com um time da Chevrolet. A Penske, melhor das opções, não manifestou interesse, a Carpenter, sempre tão forte em Indianápolis, achou que não fazia sentido para ninguém, assim, sobrava mesmo a McLaren, um retorno que certamente não estava programado por Fernando.

 
A questão, porém, é que correr pela McLaren vai ser o menor dos problemas de Alonso, afinal, dificilmente o carro será ruim. Herdando o que era da Schmidt Peterson, os laranjas devem ter um carro competitivo em quase todas as provas e, no pelotão intermediário, são forças a serem consideradas.
 
E qual, então, deve ser um empecilho maior no sonho da Tríplice Coroa? Simples: mais uma vez, Alonso chega dando total impressão de que não se preparou da melhor forma possível. Mais uma vez, o bicampeão do mundo vai entrar na Indy 500 sem ter feito nenhuma outra corrida em oval e aí não adianta muita coisa disputar, por exemplo, o GP de Indianápolis, no circuito misto e com outro carro.
Fernando Alonso foi bumpado em 2019 (Foto: Reprodução)
Basicamente, toda a experiência que Fernando tem em ovais se resume a uma participação em 2017, a treinos e uma classificação frustrada em 2019 e um ou outro teste, não mais do que isso. Dá para dizer, então, que o espanhol vai chegar mais uma vez como um dos pilotos com menor quilometragem em ovais na prova.
 
É comum dizermos que a Indy 500 costuma escolher seus vencedores, mas Alonso parece estar confiando excessivamente nessa lógica. Enquanto não focar nos ovais para chegar mais pronto na corrida de maio, vai seguir sendo considerado um azarão na prova. Em 2020, não tem como dar um status diferente a ele.
 
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