Honda e Chevrolet aprovam resultado de testes com novos motores híbridos da Indy

David Salters, presidente e diretor-técnico do Desenvolvimento de Performance da Honda, e Rob Buckner, gerente do programa de engenharia da Chevrolet, não esconderam satisfação com a testagem dos novos motores V6 de 2,4 litros da Fórmula Indy

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Mesmo lidando com problemas por conta do intenso frio em Indianápolis, tanto a Honda quanto a Chevrolet mostraram-se satisfeitas com os resultados dos três dias de testes dos novos motores híbridos V6 de 2,4 litros da Fórmula Indy. As unidades de potência serão introduzidas à categoria em 2024 e vão substituir os atuais motores V6 de 2,2 litros biturbo.

“O motor andou bem ao longo dos três dias e completamos todos os itens de teste planejados, graças a Ganassi e ao Scott Dixon”, afirmou David Salters, presidente e diretor-técnico do ‘Honda Performance Development’ (HPD – Desenvolvimento de Performance da Honda, do inglês). “O carro andou sem falhas, com grande colaboração e feedback, e aprendemos muito. É ótimo colocar nossa unidade de potência na pista – nos colocamos esses desafios para desenvolver nossos funcionários e nossa tecnologia aqui no HPD. Nosso motor projetado e feito na Califórnia enfrentou duramente as condições congelantes em Indianápolis. Estamos orgulhosos – ele até andou na chuva”, completou.

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David Salters é presidente e diretor-técnico do HPD (Foto: Honda)

“Tivemos três dias produtivos e de muito sucesso com o novo motor de 2,4 litros da Chevrolet. Este foi um grande marco, já que progredimos desde o conceito inicial do design de 2,4 litros há alguns anos e rodamos extensivamente no dinamômetro, até a instalação do motor em um carro e agora o evento marcante de dar nossas primeiras voltas aqui em Indianápolis”, disse Rob Buckner, gerente do programa de engenharia da Chevrolet para a Indy.

Para os testes em Indianápolis, a Honda utilizou a equipe Ganassi e o hexacampeão Scott Dixon, enquanto Josef Newgarden e Will Power, da Penske, pilotaram pela Chevrolet. As condições adversas – com muito frio e chuva – não só estenderam a janela de testes (inicialmente previstos para ocorrerem em um espaço de dois dias) , como limitaram o tempo de pista e, consequentemente, a coleta de informações.

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Ainda assim, Salters e Buckner aprovaram o resultado. O tempo de pista da Honda e da Chevrolet ficou entre oito e dez horas – as duas equipes andaram cerca de 500 milhas cada ao longo do período, de acordo com o site ‘The RACER’.

Indy terá novos motores em 2024 (Foto: Indycar)

“Um grande cumprimento aos funcionários do HPD. É lá que o novo motor da Indy é projetado, simulado, fabricado, montado e dinamicamente testado. Nós tivemos um ótimo teste aqui em Indianápolis nos últimos três dias. Apesar da temperatura, o motor da HPD é quente e pronto para que seu amigo híbrido se junte à festa. Mal podemos esperar para integrar a tecnologia híbrida, aumentar o desempenho da unidade de força e aprimorar ainda mais a grande categoria que é a Indy”, contou David Salters.

“Somos incrivelmente gratos a todos no Centro de Performance da Chevrolet e aos nossos parceiros em Ilmor, por seu comprometimento a uma estreia de muito sucesso do motor de 2,4 litros. Poderíamos correr com esse motor amanhã, o que é o maior elogio possível para uma nova unidade de potência. Agradecimento especial à Penske, por montar rapidamente um carro confiável e seguro para os testes. Agradecimentos também a Josef Newgarden e Will Power, por cuidarem do nosso motor protótipo com feedback de primeira classe”, finalizou Rob Buckner.

Rob Buckner é gerente do programa de engenharia da Chevrolet para a Fórmula Indy (Foto: IndyCar)

Os motores testados ainda estavam sem o sistema de recuperação de energia, que deve ficar pronto para testagem apenas em junho. Assim, as sessões em Indianápolis serviram para as equipes analisarem os radiadores novos, que são mais largos, e outras peças adjacentes ao motor de 2,4 litros. 

A ideia da Fórmula Indy era introduzir os novos motores já neste ano, mas a pandemia da Covid-19 causou um primeiro adiantamento para 2023, e, no começo de 2022, a categoria optou por esperar mais um ano para substituir o atual motor V6 de 2,2 litros biturbo.

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