Indy aponta desrespeito de propriedade intelectual da F1 em Miami: “Tolete de merda”
Mark Miles, presidente da Penske e da Indy, deixou claro que não gostou nem um pouco da F1 usar uma frase histórica das 500 Milhas de Indianápolis
O GP de Miami do último fim de semana criou uma rusga entre Indy e Fórmula 1. O motivo se materializou durante a apresentação dos pilotos para a corrida do domingo. O uso de marcas há muito tempo registradas pelas 500 Milhas de Indianápolis e pelo Indianapolis Motor Speedway fez Mark Miles, presidente da Penske – dona da Indy -, ficar bastante desagradado.
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Aconteceu quando o mestre de cerimônias, o rapper, ator e apresentador de TV LL Cool J, chamou, em determinado momento, a F1 de “maior espetáculo de corridas no planeta” e disse que seria realizado na “capital mundial de esportes e entretenimento”. Há décadas que a Indy 500 é conhecida como ‘Maior Espetáculo das Corridas’, enquanto o IMS é ‘A Capital Mundial das Corridas’. E são, inclusive, marcas resgistradas, o que oferece segurança jurídica para a Indy.
No começo deste ano, a F1 havia usado o apelido para promover o GP de Vegas do fim do ano, ao que a Indy entrou em contato e contestou. Miles contou que a conversa foi simples, mas clara. Agora, porém, aconteceu novamente. Ainda que Miles não acredite em qualquer dolo por parte da F1 ou que o uso do apelido seja decisão institucional, fez uma cobrança.
“Eles disseram ‘Não queríamos causar nada disso'”, contou. Mas não adiantou. Mesmo assim, na hora de apresentar os pilotos no estilo do que faz a Indy 500, lá estava novamente o apelido.
“Eu ouvi aquilo e minha reação foi ‘aposto que seus fãs sabem que isso é um jarro de merda’. O Maior Espetáculo das Corridas é aqui [no IMS], em maio, por qualquer régua que você queira medir”, apontou.

“E não espero que isso continue. Tivemos uma conversa com eles quando começaram a usar em relação a Las Vegas, foi muito informal e rápido, então fiquei surreso. Mas não acho que é o modus operandi deles”, aliviou.
Como o GP de Miami conta com velhos conhecidos da Indy – como o promotor e CEO do Miami Dolphins Tom Garfinkel, que foi vice-presidente executivo da Ganassi por cinco anos, e o presidente de corridas, Tyler Epp, que foi diretor de operações e desenvolvimento publicitário da mesma Ganassi – ficou a suspeita de um ataque. Mas Miles não crê que os executivos tenham qualquer papel nisso.
“Não creio que as pessoas responsáveis por escrever apresentação dos pilotos para ser dita no microfone estão tão altas assim na cadeia da F1 [como, também, o presidente Stefano Domenicali]. Não creio que seja uma política corporativa, dada nossa realação”, aliviou, deixando claro que acredita que alguém usou uma expressão conhecida.
Na mesma linha de Miles, Doug Boles, presidente do IMS, foi um pouco mais duro. “Vocês querem fazer sucesso e estão animados por estarem nos Estados Unidos, mas essas são claramente marcas nossas. Construam as suas próprias. O pessoal do Liberty Media respondeu [depois da primeira conversa, no início do ano], dizendo que entendia. Não poderiam ter sido mais graciosos”, falou.
“O desrespeito das leis de propriedade intelectual dizem que, se você não proteger sua marca agressivamente, perde a habilidade de protegê-la em situações onde é realmente importante”, finalizou.
A F1 ainda corre mais duas vezes nos Estados Unidos neste 2023: o GP dos EUA, em Austin, 22 de outubro, e o GP de Las Vegas, em 18 de novembro.
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