Indy e Firestone promovem em Indianápolis testes com novos pneus de olho em 2023

Indy passará a ter motores híbridos em 2023, e a Firestone, fornecedora de pneus, analisa os efeitos das mudanças de potência e peso em seus compostos

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Com a entrada dos motores híbridos na Indy já confirmada para o ano de 2023, a fornecedora oficial de pneus da categoria, a Firestone, busca entender como essas mudanças afetarão a vida útil de seus compostos no futuro. Para isso, Hélio Castroneves e Pato O’Ward rodaram um dia de testes em Indianápolis, na última sexta-feira (08), buscando informações não apenas em relação às mudanças na Indy, mas também por opção própria da Firestone, que visa testar a produção de sua nova fábrica, em Akron, Ohio.

“Os principais objetivos eram testar os pneus em carros que simulam o aumento de potência, aumento de peso e a diferença na distribuição desse peso, que veremos em 2023”, disse Cara Adams, diretora da Bridgestone, ao portal americano Motorsport. “E também experimentar os pneus da nossa nova fábrica. Foi a primeira vez que tivemos os compostos da fábrica nova na pista, então queríamos ter certeza de que não havia diferença e caso houvesse, que fosse mínima”, explicou.

“Os carros estavam um pouco mais lentos, correndo a 346 km/h na primeira parte do dia, mas conseguimos replicar tudo o que queríamos ver. Usamos um jogo de pneus atuais da Indy como grupo de controle, e então comparamos com os da nossa nova fábrica. Essa parte do teste foi muito bem”, afirmou.

A dirigente explicou que pelo aumento de peso programado para 2023 e a distribuição desse peso, que será diferente, os pilotos também correram com quilos adicionais no carro em determinada parte dos testes, com o objetivo de simular as mudanças previstas para o novo regulamento.

“Então paramos por 90 minutos para dar tempo aos times de adicionarem o peso ao carro. Trabalhamos com a Dallara e com a Indy para fazer uma carcaça que aguente o peso extra e replique o mais fielmente possível o que acreditamos que veremos em 2023”, disse.

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Pato O’Ward durante dia de testes em Indianápolis (Foto: Firestone Racing)

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Além disso, existe uma incógnita sobre a nova unidade de potência e qual será o tamanho da influência de um motor mais potente sobre os pneus. Adams explicou que foi pedido a Honda e Chevrolet – fornecedoras de motores da Indy – que simulassem esse aumento.

“E claro, os novos motores terão mais potência, então a Indy pediu a Honda e Chevrolet que replicassem esse aumento. Usamos primeiro os pneus desse ano – os mesmos de 2022 – e depois comparamos com dois jogos novos de cada lado, para obter informações. Assim que tivermos uma ideia melhor sobre o aumento de peso e de potência e finalizarmos a distribuição de peso, vamos voltar e testar mais”, explicou.

Como nem todas as corridas apresentam o mesmo cenário, foi necessário testar os pneus em diferentes condições. O desgaste apresentado por um pneu que corre sem carros à frente, no ar limpo, é diferente daquele que está em uma perseguição, por exemplo, ou com pouca distância para os carros da frente. A diretora explicou que as circunstâncias foram simuladas, assim como será necessário testar os compostos em diferentes graus de temperatura.

“Existiu certa diferença, porque também alteramos os pneus para ajudar os carros a terem mais aderência. Mas não houve grandes alterações em termos de desempenho entre os pneus atuais, com a configuração atual, e os pneus novos, com as configurações de 2023. Tentamos garantir informações de carros andando em ar limpo e sujo, então o segundo carro permanecia atrás, na linha de ar sujo”, revelou.

“Como se sabe, podemos ter um mês de maio de 15ºC graus até acima de 40”, previu. “Então temos que planejar um composto que funcione em todas as condições. O desempenho e o comportamento dos carros podem mudar muito com a densidade do ar, então temos que observar isso e ter certeza de que nossos pneus cobrem essa janela”, finalizou Adams.

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