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Indy volta a Laguna Seca após 12 anos com sessão de testes coletivos. Chilton fecha sexta-feira na frente

O clássico circuito de Laguna Seca, em Monterey, na Califórnia, vai voltar a receber uma etapa da Indy. Depois de 12 anos sem ter os carros da principal categoria americana de monopostos, a pista abriga neste fim de semana uma bateria de testes. Max Chilton foi o mais rápido com a Carlin na abertura dos trabalhos, que contou com 21 carros na pista

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Depois de mais de uma década, a Indy está de volta a Laguna Seca. Palco de momentos históricos da categoria, como a lendária ultrapassagem de Alex Zanardi sobre Bryan Herta no Saca-Rolha nos anos 1990, a pista localizada em Monterey, na Califórnia, abrigou a primeira sessão de testes coletivos da Indy em 2019. Max Chilton foi o mais rápido na última sexta-feira (8), com as atividades sendo encerradas antes do previsto por conta da chuva. 21 pilotos completaram tempos em Laguna Seca, com destaque para os Dallara-Chevrolet da Carlin. 
 
Além de Chilton na frente, o time britânico colocou RC Enerson em sexto. Outro bom nome foi o estreante Felix Rosenqvist, que estreia neste ano pela Ganassi. O sueco foi o segundo mais rápido.
 
Foi a primeira vez que a principal categoria de monopostos dos Estados Unidos acelerou em Laguna Seca em mais de uma década. A antiga Champ Car, fruto da cisão entre IRL e Cart no meio dos anos 1990, realizou uma sessão de testes em 2007. Antes, a última corrida aconteceu em 12 de setembro, com vitória de Patrick Carpentier. Mas desde então, jamais um carro da Indy acelerou de forma oficial no traçado californiano.
Max Chilton foi o mais rápido do primeiro dia de testes coletivos da Indy em 2019 (Foto: Indycar)
Nem todas as equipes do grid da Indy fizeram parte da sessão em Laguna Seca. A Foyt, equipe dos brasileiros Tony Kanaan e Matheus Leist, foi uma das ausentes, assim como a Harding e a novata DragonSpeed. A expectativa é que os times entrem em ação com os testes que vão ser realizados na próxima semana, a partir do dia 12 de fevereiro.
 
Os tempos de volta no primeiro teste da Indy em anos em Laguna Seca foram cerca de 5 a 6s mais lentos em relação aos tempos de Champ Car, resultado não apenas do pacote técnico-aerodinâmico, mas também do asfalto novo do circuito.
 
Chilton cravou 1min11s29 na sua melhor passagem, pouco mais rápido que Rosenqvist, com o Dallara-Honda da Ganassi. O sueco, que vai guiar o carro #10 da multicampeã equipe liderada por Chip Ganassi, anotou 1min11s33. Ryan Hunter-Reay, com a Andretti, que também é empurrada pelo motor Honda, ficou em terceiro, seguido por Jack Harvey, da Meyer-Shank. A Andretti de Alexander Rossi completou o top-5 da sessão, seguido por RC Enerson, da Carlin.
 
Zach Veach, novo piloto da Andretti, completou o primeiro dia de testes em sétimo lugar, à frente do pentacampeão Scott Dixon. Simon Pagenaud foi o primeiro carro da Penske na sessão, ficando em nono lugar no geral, logo à frente da Carpenter de Spencer Pigot. Josef Newgarden, também da Penske, foi o 11º, seguido por James Hinchcliffe, da SPM, e Sébastien Bourdais, da Dale Coyne. Marco Andretti e Santino Ferrucci, que vai disputar a Indy neste ano novamente pela Dale Coyne, fecharam a relação dos 15 primeiros colocados.
 
Marcus Ericsson, no seu primeiro treino coletivo na Indy, foi o 17º com o carro da SPM, atrás de Takuma Sato, da RLL, e à frente de Kyle Caiser, da Juncos. Graham Rahal, companheiro de equipe de Sato, foi o 19º, seguido do carro da Carpenter pilotado por Ed Jones. Will Power, último vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, fechou a tabela de tempos com o carro #12 da Penske.