Indy

Juncos vai do carro branco ao cheio de patrocínios. Mas quanto custa aparecer na Indy 500?

A Juncos é a grande história do pré-corrida das 500 Milhas de Indianápolis. Após perder as patrocinadoras principais às vésperas dos primeiros treinos, o time ainda teve de transformar um carro de misto em carro de oval após acidente sofrido por Kyle Kaiser, eliminou a McLaren de Fernando Alonso heroicamente no Bump Day e, de quebra, conquistou uma série de apoiadores para a prova

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo
A Juncos é uma das equipes mais modestas do grid da Indy 500. Sem recursos para fazer a temporada inteira, o time do argentino Ricardo Juncos ainda sofreu um duríssimo golpe antes da maior corrida do calendário: perdeu os dois patrocinadores que apoiariam a participação de Kyle Kaiser.
 
A perda dos patrocinadores do time gerou uma situação inusitada e até triste durante os primeiros treinos livres. Sem nada para colocar no #32, o time mandou o piloto norte-americano para a pista com um carro praticamente inteiro branco.
 
E o drama só foi aumentando com o passar dos dias. Apesar de um desempenho muito bom, veio a Fast Friday e com ela uma tremenda pancada de Kaiser na curva 3. O carro, que estava tão bem apesar de tudo, foi destruído e a participação da Juncos na Indy 500 colocada em dúvida.
Kyle Kaiser andou com um carro todo branco (Foto: IndyCar)
Acontece que Ricardo e seus comandados não abaixaram a cabeça e nem mediram esforços em busca da recuperação. A Juncos virou a noite e tratou de transformar um carro que era de misto em um carro de oval. Colocou os mecânicos da Pro 2000 na parada, fez uma força-tarefa e lá estava Kyle rapidinho de volta para a ação.
 
Só que aquilo foi a véspera do primeiro dia de classificação e, naturalmente, a Juncos ficou fora do ritmo ideal. O resultado foi a ida para o Bump Day. E aí, enquanto a Carlin não passou nem perto de acertar os carros batidos, a Juncos se recuperou muito bem e, heroicamente, eliminou Fernando Alonso e garantiu a 33ª colocação no grid. Com gosto de pole.
 
Naturalmente, depois da bela história, do sucesso no Bump Day e, claro, da vaga na Indy 500, os patrocinadores surgiram para a Juncos. O mais curioso deles foi o River Plate, atual campeão da Libertadores e um dos clubes mais tradicionais do mundo. Além do River, a 250ok, empresa de Indiana voltada a uma plataforma de e-mails que assumiu como patrocinadora principal.
Kyle Kaiser com a pintura de transição (Foto: IndyCar)
Assim, com o carro verde e laranja da Juncos devidamente preenchido para as 500 Milhas de Indianápolis, surge a pergunta: afinal, quanto custa para colocar sua marca na maior corrida do mundo? E na Indy? O GRANDE PRÊMIO teve acesso ao material de marketing da Juncos e traz as respostas.
 
Para as 500 Milhas de Indianápolis, o patrocínio que dá direito à totalidade da pintura do carro chega a $ 1 milhão - cerca de R$ 4 milhões -, enquanto a opção mais barata, nos moldes que o River escolheu, está em $ 100 mil - aproximadamente R$ 400 mil. Há ainda outras duas possibilidades com exposição maior que a do clube argentino, em $ 200 mil - cerca de R$ 800 mil - e $ 500 mil - R$ 2 milhões.
 
Só que, obviamente, a Indy 500 é uma corrida de exceção, uma prova especial. Nas demais etapas do calendário, o preço vai mudando, também pela importância de cada uma das praças. O GP de Toronto, único internacional da Indy, tem o segundo maior custo, variando de $ 40 mil - R$ 200 mil - até $ 400 mil - R$ 1,6 milhão.
Kyle Kaiser e a Juncos agora têm patrocínios (Foto: IndyCar)
A etapa mais em conta para quem pensa em ter sua marca exposta na Indy é o GP de Iowa, que vai de $ 20 mil - R$ 80 mil - até $ 200 mil - R$ 800 mil -, sempre mantendo a proporção de dez vezes entre o patrocínio de 10% e o de 90% do carro.
 
Além disso, tem também a opção que é aquela dos sonhos de Ricardo Juncos e, claro, de Kaiser também: o pacote da temporada completa, mas essa opção consta apenas para quem deseja ser o patrocinador principal do time. Aí, o desconto é bem grande, aliás, na comparação com a opção avulsa: $ 5 milhões - R$ 20 milhões, na conversão atual.
 
É claro que os valores da Juncos não são os mesmos da Penske, da Andretti, da Ganassi, mas mostram o desafio de um time que tenta, mais uma vez, disputar o maior número possível de etapas na Indy.


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