McLaren vence disputa judicial contra Palou e garante indenização milionária

Corte britânica decidiu em favor da McLaren e Álex Palou terá de indenizar equipe em mais de R$ 63 milhões por não cumprir contrato na Indy

A disputa judicial entre McLaren e Álex Palou chegou ao fim nesta sexta-feira (23), com o anúncio da deliberação da corte britânica, que decidiu em favor da equipe de Woking. O espanhol terá de indenizar o time em US$ 12 milhões (R$ 63,45 milhões) por não cumprir o contrato assinado que, originalmente, entraria em vigor na temporada 2023 da Indy.

A decisão da Justiça britânica colocou fim a um caso polêmico, iniciado ainda durante a temporada 2022 da Indy, quando Palou contrariou a interpretação da Ganassi sobre a extensão de seu vínculo e anunciou que se transferiria para a McLaren no ano seguinte. A equipe de Chip Ganassi chegou a abrir uma disputa judicial em Indianápolis, mas, em acordo entre todas as partes, garantiu a permanência do espanhol em 2023, postergando a mudança por um ano.

Palou competiu pela Ganassi em 2023 e também exerceu o cargo de piloto reserva da McLaren nos finais de semana em que a Indy não conflitou com a F1. Entretanto, ao longo da temporada, o espanhol anunciou que não cumpriria o acordo com o time de Woking a partir de 2024, fato que deu origem à disputa judicial.

A indenização que a McLaren receberá representa pouco mais da metade dos cerca de US$ 20 milhões (R$ 105,75 milhões) solicitados inicialmente na ação. O juiz definiu a composição da multa da seguinte forma: US$ 5,38 milhões (R$ 28,44 milhões) referentes às temporadas de 2024 a 2026, além de US$ 950 mil (R$ 5,02 milhões) relativos a 2027.

Palou comandou o carro da McLaren no TL1 do GP dos Estados Unidos em 2022, mas não passou disso (Foto: AFP)

Outros US$ 1,3 milhão (R$ 6,87 milhões) serão indenizados pelo aumento salarial concedido a Pato O’Ward, sob a alegação de que a McLaren precisou manter um piloto de ponta na equipe, além de US$ 500 mil (R$ 2,64 milhões) referentes a um pagamento recebido da GM por contar com um “piloto nível A” em seu carro.

Por fim, Palou também terá de ressarcir a McLaren pelo encerramento da parceria com a NTT, empresa que patrocinará a equipe até o fim deste ano e que se juntou ao projeto no período em que o espanhol deveria assumir o contrato. O piloto deverá pagar US$ 2 milhões (R$ 10,58 milhões) por perda de receita baseada em desempenho, além de um valor estimado entre US$ 2 milhões e US$ 2,5 milhões (entre R$ 10,58 milhões e R$ 13,22 milhões) pela perda do patrocínio — a empresa antecipou o fim do acordo, que seria em 2028.

A ação movida pela McLaren também envolvia a tentativa de reaver custos relacionados ao programa de Palou na Fórmula 1, perdas de patrocínios menores na Indy e a devolução de um bônus de assinatura de contrato, que a equipe alegava ser um adiantamento salarial — ponto este negado pela corte.

A McLaren ainda pretende impetrar uma nova ação para recuperar juros e despesas judiciais em audiência futura. Pelo lado de Palou, o pagamento da indenização deverá contar com apoio financeiro da Ganassi, hipótese levantada desde o início do processo.

A temporada 2026 da Indy tem início no dia 1 de março, com o GP de St. Pete, no circuito de rua montado na cidade localizada na Flórida.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA MAIS: Ricardo Arturo Juncos, pai de fundador da equipe na Indy, morre aos 76 anos

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Indy direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!