Schumacher lamenta batida em St. Pete, mas mantém otimismo na Indy: “É só o começo”
Ainda que tenha durado apenas quatro curvas na corrida, Mick Schumacher destacou aprendizado em fim de semana de estreia na Indy
A estreia de Mick Schumacher na Indy durou apenas quatro curvas. O reforço da RLL foi vítima de uma reação em cadeia causada por Sting Ray Robb, que freou mais tarde e acabou levando Santino Ferrucci em direção ao alemão. O piloto do #47 lamentou ter corrido muito pouco no GP de St. Pete deste domingo (1), vencido por Álex Palou, mas manteve o otimismo para o restante da temporada na categoria.
“Vi o Santino travar as rodas e não percebi que havia outro piloto por dentro também travando. O Sting Ray pareceu ter passado um pouco do ponto, mais do que deveria, e isso acabou gerando uma reação em cadeia, infelizmente. Nosso principal objetivo era terminar a corrida, completar todas as voltas que queríamos. Fizemos menos do que isso, o que é muito lamentável”, disse Schumacher.
“Isso é corrida. É muito frustrante. Como equipe, realmente precisávamos dessa prova para organizar tudo e não ter dúvidas para a próxima etapa. Mas ainda temos mais 17 corridas pela frente. É apenas a primeira, é só o começo, e estou muito animado para o restante da temporada”, acrescentou Schumacher.
“Achei que conseguiria dar ré e sair dali, mas a equipe de segurança chegou ainda mais rápido e o motor já estava desligado. O resgate me tirou do carro imediatamente — um trabalho incrível, todo o crédito para eles. Estavam lá instantaneamente, e isso é muito bom de saber e sentir, que sempre há suporte quando algo acontece. Gostaria de ter continuado. Tinha um carro razoavelmente bom para pilotar e provavelmente ganhar posições. Estava confiante de que tinha uma boa estratégia e curioso para ver o que os outros fariam. Estava ansioso para fazer essa corrida acontecer”, completou.

Schumacher explicou que tirou lições de todo o fim de semana, como um maior entendimento do carro da RLL, e ressaltou a necessidade de melhorar na classificação para evitar largar no pelotão de trás, onde, de acordo com o alemão, as chances de incidentes são maiores.
“Ainda assim, estou feliz com todo o conhecimento que adquirimos ao longo deste fim de semana e com o que certamente podemos levar adiante para Phoenix. Estou olhando para frente, não para trás, e vou tentar entender o que poderíamos ter feito melhor da nossa parte — talvez a classificação seja um dos pontos. Fomos bloqueados e acabamos perdendo um pouco do nosso ritmo e a possibilidade de estar mais à frente. Quando se larga atrás, as coisas sempre ficam mais difíceis e complicadas, e acho que isso tornou tudo ainda mais desafiador para nós”, finalizou Schumacher.
A Indy volta nos próximos dia 6 e 7 de março — sexta-feira e sábado — com o GP de Phoenix, no oval de 1 milha do Phoenix Internacional Raceway, localizado em Avondale, no Arizona.
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