O’Ward e Palou projetam desafio estratégico em GP de Thermal: “Aprender durante corrida”
Dois dos principais nomes da Indy, Pato O'Ward e Álex Palou dizem que segunda etapa da temporada 2025 será muito diferente do Desafio do US$ 1 Milhão de 2024
A Indy vai correr pela primeira vez uma prova que vale pontos ao campeonato no Thermal Club neste fim de semana. Diferente do formato em baterias do Desafio do US$ 1 Milhão de 2024, o GP de Thermal terá 65 voltas em seu asfalto bastante abrasivo. Pato O’Ward e Álex Palou admitiram que essa mudança contribui para o desconhecimento do que será a estratégia sobre como será a corrida deste domingo (23).
Localizada na Califórnia, Thermal Club não é uma pista nova para equipes e pilotos da Indy. Afinal, o circuito privado é um dos locais onde a categoria mais testa, porém, apesar de diversos dados coletados nos últimos anos, os compostos de pneus serão um pouco diferentes aos utilizados em 2024, bem como os carros de 2025 terão os componentes híbridos, que não estavam acoplados no Desafio do US$ 1 Milhão.
Isso sem contar na duração do evento deste ano, que será como uma corrida completa, enquanto a prova extracampeonato de 2024 teve a decisão em 20 voltas, mas com um intervalo de dez minutos na metade da bateria final. Essa divisão fez muita gente administrar o ritmo na primeira parte, o que levantou dados que pouco serão utilizados para a disputa deste domingo.
“Quem vencer será grato ao estrategista. A estratégia será fundamental ao resultado. A classificação será importante, mas não como a estratégia. Teremos uma corrida em distância completa agora. Todo mundo vai precisar aprender, aprender e aprender ao longo da prova”, disse O’Ward à revista norte-americana Racer.

Vencedor do Desafio do US$ 1 Milhão em 2024, Palou seguiu a linha de O’Ward ao admitir que a situação atual vai ser bastante distinta do que foi no ano passado e indicou que estão todos “cegos no momento”, o que pode mudar a partir do TL1, que está marcado para esta sexta-feira (21), à partir das 19h30 [de Brasília, GMT -3].
“O desgaste foi imenso no ano passado. Quando se analisa o tempo de volta nas baterias, especialmente na primeira parte, tinha muita gente poupando muito os pneus, andando segundos mais lentos para ter borracha no fim”, comentou Palou à Racer.
“Estamos um pouco cegos no momento, pois nunca fizemos uma corrida aqui. Teve o Desafio do US$ 1 Milhão, mas agora temos um pneu diferente e não tínhamos o híbrido, que não ajuda com os compostos. Acho que vai ser um pouco parecido com o ano passado. Ok, teremos os primários mais duros, mas tem o peso do híbrido adicionado. Também terão mais voltas. Tem a estratégia em jogo e precisaremos ser os mais rápidos possíveis em 65 voltas, não em 10 ou 20. Vai ser interessante. Sobre os macios? Quem sabe?”, encerrou Palou.
A Indy retorna neste fim de semana, entre os dias 21 e 23 de março, com o GP de Thermal, que acontece no circuito do Thermal Club, localizado na região de Palm Springs, na Califórnia, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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