O’Ward e McLaren perdem título de 2021, mas mudam de status e viram potência na Indy

No segundo ano de equipe própria na Indy, a McLaren subiu mais um degrauzinho, brigou pelo título até a final e fechou em terceiro com Pato O'Ward, se consolidando como uma das grandes forças da Indy

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Ninguém gosta de perder um título, especialmente quando se tem chances até o fim, mas a temporada 2021 da Indy foi amplamente positiva para a McLaren e para Pato O’Ward. Terceiro colocado no campeonato, o mexicano finca o pé como candidato real ao caneco no futuro, enquanto que a equipe, definitivamente, se mete entre as grandes da categoria.

E dá para dizer que é tudo muito precoce ali. Começando pela McLaren, pois: foi só o segundo campeonato da gigante da F1 como equipe própria na Indy moderna, na vaga que antes pertencia à Schmidt Peterson. Definitivamente, o resultado é incrível para uma operação tão recente.

O leitor pode rebater e dizer que o início da McLaren foi facilitado em relação a outros times novatos pelo fato de herdar o que a Schmidt Peterson fazia. E é verdade, mas não deixa de ser impactante e os números provam isso: desde 2015, a equipe não terminava nenhum campeonato no top-5 e somava três vitórias. Em 2020 e 2021: dois top-5 gerais e duas vitórias, tudo com Pato.

Pato O’Ward vibra com o triunfo memorável em Detroit (Foto: IndyCar)

Ou seja, por mais que a McLaren realmente tenha herdado uma base digna da Schmidt Peterson, levou um time que brigava fortemente para ser quarta força do grid com outras duas ou três equipes e, em dois anos, se transformou em uma ameaça real para as gigantes, tendo resultados muito parecidos com os da Andretti nas duas temporadas.

É verdade que ainda parece faltar um passinho na consistência para a McLaren buscar Penske e Ganassi, mas, mesmo ainda atrás e com um carro #7 que praticamente não incomodou ninguém, o time de Woking já deu trabalho suficiente para ser presença obrigatória em qualquer lista de favoritos na Indy 2022.

E em uma McLaren que se prepara para ter um terceiro carro em parte da temporada 2022 e em tempo integral em 2023, Pato O’Ward é quem se destaca. Ainda que o time tenha decidido manter Felix Rosenqvist por mais um ano, as esperanças todas estão nos ombros do mexicano, um dos grandes talentos que a Indy viu surgir nos últimos anos.

Pato O’Ward vai andar de Fórmula 1 no fim do ano (Foto: Indycar)

Se o time deu um passo adiante em 2021, o mesmo pode ser dito sobre o piloto. Figura já presente na elite do automobilismo há algum tempo, Pato tem só 22 anos e um caminho brilhante pela frente. Ao lado de Colton Herta e Álex Palou, forma a trinca de pilotos especiais da nova geração, que transformaram o futuro da Indy em presente.

Em 2020, O’Ward fechou em quarto a primeira temporada completa na Indy, sonhando com título até as provas decisivas. Em 2021, um novo passo, perdendo só na final e completando em terceiro. De quebra, saiu do quase e triunfou por duas vezes, em pistas totalmente diferentes: no oval do Texas e nas ruas de Detroit. Já é um piloto completo.

É claro que o primeiro sentimento após uma perda de título é de amargura, mas McLaren e O’Ward devem deixar isso de lado o mais rápido possível. O futuro é brilhante e o resultado, dos dois lados, extremamente precoce e promissor. Difícil acreditar que a parceria não termine em taça lá na frente.

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