Power volta a ter ‘dia imbatível’ e se coloca como principal adversário de Newgarden na reta final da temporada

Will Power aproveitou o embalo da vitória no último final de semana, em Pocono, para garantir a pole no grid em Gateway. Faltando apenas três etapas, mesmo aparecendo ainda em quinto, é difícil não vê-lo como o mais forte rival do líder Josef Newgarden na disputa pelo título

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Após a prova de Mid-Ohio, no final de julho, o GRANDE PRÊMIO publicou que seria muito difícil alguém tirar Josef Newgarden da liderança que ele acabara de tomar. Naquela ocasião, ele ultrapassou Will Power na única brecha dada pelo companheiro de Penske para vencer. Power, mesmo com aquela segunda colocação, não parecia um adversário capaz de lutar pelo título – por uma prova, tudo bem, mas não mais do que isso. Helio Castroneves e Simon Pagenaud pareciam os rivais, com Scott Dixon caindo de produção com a capenga Ganassi.

Três semanas se passaram e Will Power venceu com autoridade em Pocono, graças à ótima estratégia. Se igualou em vitórias com Newgarden e cortou a diferença para todos os quatro acima. Estava no jogo, mas correndo por fora. Só que, nesta sexta-feira (25), ele mostrou que está por dentro mesmo, com a sexta pole na temporada, agora em Gateway. Chegou para mostrar que as duas últimas etapas podem ser as que marquem sua virada histórica pelo título.

Em Pocono, ele chegou a estar em último e venceu. Agora, é o "último" na briga pela temporada. Por que não pode vencer, se tem mais poles que os adversários, se pode passar a ser o que mais triunfou na pista?

O pole Will Power em Gateway (Foto: IndyCar)

Aliás, esta foi a 50ª pole de Power na carreira: "É um número com o qual não sonhava quando comecei minha carreira na Indy. Obviamente a Penske me ajudou nisso, recebi carros ótimos toda semana."

"Quando vi meu tempo na volta de aquecimento achei que tinha uma boa chance de pegar a pole. A segunda volta não foi tão boa, mas com um carro ótimo desses, veloz, deu certo", completou.

Newgarden se rendeu – apenas sobre a pole, é claro – ao companheiro: "Will é muito bom, então não estou surpreso. Fiz tudo que podia, sinto que dei tudo que tinha. Obviamente foi um bom dia para a Penske, fizemos a quadra, então não podemos estar desapontados."

O pole Will Power em Gateway (Foto: IndyCar)

É reta final de temporada e, pelas provas recentes, Pagenaud não parece ter a mesma força das outras Penske e de Dixon – é quem está mais tempo sem vencer, por exemplo. Castroneves, após se aproximar da liderança, diminuiu a qualidade de suas provas, parando o embalo. E Dixon não tem em sua Ganassi o mesmo carro dos rivais – chegou até aqui pelo talento mas, no automobilismo, o carro também conta, como Fernando Alonso e todo seu talento sabem bem na F1.

"Tenho um carro muito rápido, mas não o suficiente para a pole. Mesmo assim, rápido. Será sobre manter uma boa posição lá na frente na corrida", opinou Castroneves. "Terei meus três companheiros na minha frente, o que fará a prova difícil para mim", resumiu Pagenaud.

Assim, é difícil pensar que a briga fuja do duelo entre Power e Newgarden. Se o primeiro, em dias bons, não fica atrás de ninguém, o segundo é quem vem conquistando resultados consistentes. Com 494 pontos, segue favorito. Power, com 452, sonha. No arrojo, nas táticas para triunfar, são os melhores. O sábado em Gateway pode desenhar um final de temporada espetacular com os dois sendo protagonistas. 

Josef Newgarden em Gateway (Foto: IndyCar)

Bom para a Penske, que mostra como a Chevrolet sobra quando está bem na temporada. No retorno à Gateway, após 14 anos, colocou os quatro carros na frente do grid.

Em uma pista "desconhecida" para os pilotos, é possível dizer que os treinos e a classificação mostram quem tem melhor carro. Se todos vão aprendendo as nuances aos poucos, foram os da Penske que tinham a arma para voar na pista.

Pela Honda, só Takuma Sato (Andretti) e Dixon (Ganassi) rodaram para voltar abaixo de 49s. Abaixo de 48s? Só Newgarden e Power.

“Acho que esse final de semana será duro para nós. O problema é que, para um oval curto, a reta em Gateway é muito longa, então acho que será que nem em Phoenix (quando ficou em quinto), mas ainda pior. Mas, sabe, posso estar errado. Já fui surpreendido por nossa competitividade”, lamentou Dixon.

Scott Dixon (Foto: IndyCar)

Outra diferença gritante a favor da Penske? Pagenaud, o pior do quarteto, com 48s194, rodou 0s6 à frente de Ed Carpenter, o melhor do "resto", também da Chevrolet. Só o improvável tira o triunfo do sábado das mãos da Penske. E mais improvável ainda é o que o título saia de lá.
 

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