Rahal reclama após ser espremido e diz que “isso mata alguém”. Bourdais retruca: “Achei que ele fosse aliviar”

Após a colisão que acabou com a corrida dos dois e mais Felix Rosenqvist, Zach Veach e Charlie Kimball, Graham Rahal não se fez de rogado para culpar Sébastien Bourdais. O francês admitiu que não tinha visto tanto carro da RLL ao lado, mas avaliou que o rival podia tirar o pé também

A última bandeira amarela da edição 2019 das 500 Milhas de Indianápolis, disputada neste domingo (26), foi causada por uma batida que envolveu vários carros e tirou cinco da prova. Aconteceu na volta 178 e começou com um toque entre Graham Rahal e Sébastien Bourdais. Rahal ficou bravo no momento em que deixou o carro e foi tirar satisfações com o francês. Manteve a opinião depois da prova: é o tipo de atitude que mata alguém, segundo ele. 

 
O que chateou Rahal foi a defesa de Bourdais. O piloto da Dale Coyne estava na parte de baixo da pista e começar a entrar na curva quando Rahal estava por dentro. Ninguém tirou o pé, o que causou uma batida que cruzou o traçado e foi para no muro da parte alta. 
 
Rahal foi contundente ao culpar Bourdais e disse que não respeita a atitude do campeão. Deixou claro o incômodo de quem acreditava que podia vencer a corrida. 

"Ele [Bourdais] não falou muito para mim. Foi decepcionante, nós estávamos apenas esquentando. Parecia que apenas Alex [Rossi] conseguia ultrapassar naquele final, e eu estava me sentindo bem sobre a situação, que estava mudando e eu tentava marchar para frente", disse Graham. 

 
"Estou muito desapontado, é mais um ano em que eu tenho que sentar e pensar nisso. Respeito Sébastien pra caramba, mas não respeito aquela atitude. Respeito ele como piloto e sei que ele sente o mesmo agora. Nessas velocidades é assim que você mata alguém. Não sou fã de espremer pilotos e colocar os outros em posições assim", disparou.
 
Bourdais admitiu que não havia percebido o quanto do carro da RLL já estava por dentro e afirmou que tentava evitar a linha de dois na curva por conta dos pneus. No mais e assim como Rahal, também achou que o rival ia evitar a batida.
Big One na volta 178 (Foto: Reprodução/Twitter)

"Não achava que ele tinha colocado tanto carro por dentro como colocou. É sempre dinâmico. Ele deu uma parada, voltou e aí era a hora de virar. Nós fizemos contato até antes disso, o que acabou definido tudo que aconteceu depois, porque o carro acaba deslocado antes da curva e nesse onto eu estava tentando apenas salvar o carro", avaliou.

 
"É sempre mais fácil dizer que eu deveria ter desistido na entrada da curva, mas no momento de tomar a decisão se ia cravar o freio e deixá-lo entrar na frente, eu não achei que o lado a lado era uma opção. Não queria pagar o preço para ver o que aconteceria, porque já estava com os pneus desgastados e senti que não era uma opção. Achei que ele fosse aliviar e ficaríamos OK, mas ninguém quer aliviar nessa parte da corrida", finalizou. 
 
A Indy já segue semana que vem, dias 1 e 2 de junho, com a rodada dupla de Detroit. 

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