Sai Pourchaire, entra Siegel: os bastidores do vaivém da McLaren na Indy

Nolan Siegel virou a bola da vez na McLaren e substituirá o badalado Théo Pourchaire. Mas o que levou isso a acontecer? O GRANDE PRÊMIO aborda os bastidores

O universo da Indy foi pego completamente de surpresa na última terça-feira (18) com a notícia de que Nolan Siegel acertou um contrato plurianual com a McLaren e vai entrar no lugar de Théo Pourchaire a partir do GP de Laguna Seca, que acontece neste fim de semana. A notícia chegou como uma bomba, já que Pourchaire tinha acertado a permanência no time papaia, também em vínculo de múltiplos anos, apenas um mês atrás. O GRANDE PRÊMIO teve acesso aos bastidores da situação.

Com apenas 19 anos de idade, Siegel chamou muita atenção pela boa campanha na Indy NXT em 2023, quando terminou na terceira posição e foi eleito novato do ano na categoria. A Dale Coyne foi a primeira a colocar olhos no piloto, o colocando na rotação de seus dois carros na temporada 2024. A estreia oficial foi no GP de Long Beach, com o 20º lugar.

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Foi inscrito nas 500 Milhas de Indianápolis com o carro #18, mas não conseguiu vaga no grid, sendo o último ‘bumpado’ na disputa da última fila. A postura de Siegel comoveu a comunidade, já que mesmo batendo em sua tentativa final, se manteve positivo pela trajetória feita até ali. E não tardou para que uma nova oportunidade na Indy surgisse: em meio ao imbróglio pela batida com o próprio Pourchaire em Detroit, Agustín Canapino ficou fora do GP de Road America, e Nolan foi convocado para o lugar.

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Nolan Siegel, a nova bola da vez da Indy (Foto: Indycar)

Com a situação não muito tranquila para Canapino no time argentino, a tendência era que Nolan fechasse o acordo para guiar o #78 pelo resto da temporada. Inclusive, quando desembarcou na França para a disputa das 24 Horas de Le Mans, era a grande expectativa. O GRANDE PRÊMIO soube que a McLaren precisou agir rápido e dar uma cartada para ter o piloto, que junto de Oliver Jarvis e Bijoy Garg, venceu a prova mais tradicional do endurance na classe LMP2 pela United Autosports, a outra equipe de Zak Brown, CEO da McLaren.

Na visão da equipe papaia, Nolan é um piloto muito talentoso e maduro, e já é visto como um futuro astro da categoria. Logo, a ideia era de assegurá-lo em um longo contrato com o time e para tê-lo de imediato. A intenção é criar uma concorrência interna para Pato O’Ward nos mesmos moldes que a Ganassi passa com Scott Dixon e Álex Palou.

Quanto a Pourchaire, o piloto ainda tem contrato com a McLaren, mas está emprestado pela Sauber, que o tem como piloto de testes e poderia convocá-lo para assumir uma vaga na Fórmula 1 a qualquer momento [mesmo que seja uma realidade bem distante]. O time papaia pode mandá-lo a outra equipe na Indy se uma vaga estiver disponível ou até para uma outra categoria, como a Fórmula E.

No geral, a avaliação de Théo nas corridas não impressionou. Em cinco corridas, o atual campeão da Fórmula 2 registrou apenas 1 ida ao top-10. O desempenho foi menos chamativo, por exemplo, que o do inglês Callum Ilott, que foi o primeiro substituto de David Malukas na McLaren e ainda é bem avaliado pela equipe, apesar do sentimento de ser um piloto irregular e de comportamento difícil, que inclusive motivou a surpreendente saída da Juncos no ano passado.

O GP de Laguna Seca, que marca a estreia de Siegel na McLaren, acontece neste domingo (23), no circuito localizado em Monterey, na Califórnia, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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