Dixon dá grande passo para segunda vez na Indy 500. Carpenter ressuscita Chevrolet

Scott Dixon tem a melhor chance possível para vencer a Indy 500 pela segunda vez na carreira, mas ganhou uma adversária inesperada após o Fast Nine: a Carpenter tirou a Chevrolet da crise total e surgiu como uma real postulante ao triunfo

Scott Dixon é o pole-position da 105ª edição das 500 Milhas de Indianápolis e, sim, o grande favorito a vencer a corrida. Neste domingo (23), o neozelandês confirmou o favoritismo, garantiu a posição de honra na prova da semana que vem e, assim, tem agora a melhor oportunidade da vida para levar o segundo anel da maior corrida do automobilismo mundial.

É bem verdade que Dixon já largou na pole em duas outras oportunidades depois de 2008, quando conquistou a, até aqui, solitária vitória no oval sagrado de Indianápolis. Mas nenhuma outra ocasião havia tantos contextos favoráveis ao piloto da Ganassi. Tanto é assim que, não há exagero algum em dizer que, em 2020, quando foi segundo, Scott tinha uma chance mais realista de triunfo do que em 2015 e 2017, quando saiu da posição de honra.

A gente começa explicando isso pelo fato de que a Indy 500 e todos os outros ovais são, desde 2018, muito mais previsíveis do que eram antes. É que não existe mais a chamada ‘pack-race’, ou seja, as corridas feitas em quase que um pelotão único, com imprevisibilidade até os metros finais. Por questões de segurança, a categoria passou a adotar um kit aerodinâmico bem mais conservador nos últimos campeonatos, o que limita também as disputas mais fervorosas. Assim, uma boa posição de largada é quase meio caminho andando para o triunfo. A pole, então, nem se fala.

Scott Dixon faturou a pole em Indianápolis (Foto: Indycar)

Outro ponto crucial é que, pelo segundo ano consecutivo, há uma clara disparidade entre os motores Honda e Chevrolet. Os japoneses voltaram a acertar a mão na unidade de potência e isso coloca suas equipes, naturalmente, um passo adiante dos times que recebem motores da fornecedora americana. Entre os times, a Ganassi, de Dixon, foi quem teve a semana mais promissora, portanto, mais um pontinho de favoritismo aí.

Posição de largada, estilo novo de corridas da Indy, motores Honda, tudo isso faz de Dixon o piloto em melhores condições de vencer, mas há ainda o inegável fator Dixon. Grande nome da geração e, discutivelmente, maior piloto de todos os tempos da categoria, o neozelandês parece vinho: vai ficando melhor com o passar dos anos. E é assim, vivendo um auge aos 40 anos, que Scott é tão favorito como nunca antes a levar a Indy 500 pela segunda vez na vida.

Se a Andretti e a Meyer Shank foram os times que mais se aproximaram da Ganassi no ‘Esquadrão Honda’, a Chevrolet, que parecia carta totalmente fora do baralho no sábado, ressuscitou neste domingo. Toda cautela é boa em uma hora dessas, mas a Carpenter, aparentemente, entrou no jogo e pode ameaçar a Ganassi ainda mais do que as rivais da Honda.

Rinus VeeKay vem forte para a briga com a Carpenter (Foto: IndyCar)

Dando mais uma aula de acerto no carro para a classificação, a equipe chefiada por Ed Carpenter viu o próprio Ed e o garoto Rinus VeeKay se classificarem até na frente de Tony Kanaan. Com dois carros nas quatro primeiras posições do grid, há aí uma clara mudança de perspectiva em relação ao que se tinha no primeiro dia de definição da ordem de largada dos 33. A Carpenter, e não a poderosa Penske ou a grande McLaren, é quem salva a pele dos americanos.

No TL8, primeira atividade depois da definição do grid, a tendência foi se confirmando: Ganassi com quatro carros no top-5 e Conor Daly de intruso com a Carpenter. É claro que há uma semana toda pela frente, que o Carb Day, próximo e último treino livre, tem seu valor, mas o cenário parece posto com Dixon favorito e a concorrência interna da Ganassi, além de VeeKay e Carpenter, pintando como principais rivais.

É assim que o neozelandês caminha para tentar corrigir uma das grandes injustiças da Indy atual. Chegou a hora de Dixon vencer sua segunda Indy 500 e, quem sabe, encerrar as discussões a respeito do maior piloto da história da categoria.

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