Sem ajuda, Dixon carrega Ganassi, põe quadra da Penske no bolso e caminha rumo ao pentacampeonato da Indy

A Ganassi mais uma vez não pareceu ter a força da Penske no final de semana em Elkhart Lake, mas isso não impediu que Scott Dixon brilhasse, vencesse pela primeira vez no ano e desse um importante passo rumo ao penta da Indy

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Quando um grande piloto vive uma fase espetacular, fica difícil segurar. A temporada 2017 da Indy está acompanhando algo do tipo com Scott Dixon. Para muitos o melhor do grid da categoria, o neozelandês tem sido brilhante em basicamente todas as corridas e, neste domingo (25), alcançou mais um de seus feitos impressionantes ao vencer o GP de Elkhart Lake.

 
Dixon já liderava o campeonato antes de chegar ao lendário circuito de Road America, mas foi lá que veio a sua consolidação como favorito ao título. Com a primeira vitória no ano e 34 pontos de frente, Scott já pode, de certa forma, pensar em como dosar sua vantagem. E isso ele sempre fez muito bem.
 
O triunfo em Elkhart Lake certamente teve um gostinho muito especial. Dixon basicamente não teve o melhor carro em lugar nenhum, por isso sempre se contentou em pontuar bem, em pensar no campeonato, ainda que azares tivessem o impedido de já ter vencido em outras ocasiões. Neste final de semana, porém, conseguiu ir além.
Scott Dixon venceu em Road America (Foto: IndyCar)

Contrariando tudo o que se viu nos treinos livres e na classificação, o veterano se meteu na festa da Penske e estragou o que parecia uma vitória certa do time. Para variar, teve sua marca registrada, poupando bem o equipamento, guiando de forma perfeita e acertando estratégia.

 
"Meu carro teve um ritmo muito bom durante o fim de semana. Sabíamos que a Penske tinha um acerto muito bom neste fim de semana e igualmente sabíamos que a chance estava em nossas mãos. Perdemos o treino desta manhã em razão de um problema de pressão do combustível. A equipe teve de trabalhar bastante para arrumar o carro e não sabíamos o que poderia acontecer na prova, mas foi tudo bem. Bolamos uma ótima estratégia e com o bom ritmo de hoje eu não poderia estar mais feliz", falou o neozelandês.
Scott Dixon está querendo muito o penta (Foto: IndyCar)

É verdade que seus companheiros de Ganassi melhoraram também de desempenho na corrida, mas nada que chegasse nem perto de incomodar a Penske. No fim, foram quatro carros do time de Roger Penske dentro do top-5 da prova.

Do quarteto da Ganassi, quem andou menos no fim de semana foi Tony Kanaan. O brasileiro, que faz uma temporada com muitos incidentes e altos e baixos, até vinha em corrida de recuperação, mas se chocou com Alexander Rossi e bateu forte no muro quando tentava tomar o nono lugar do rival.

 
"Com certeza esse não foi o nosso fim de semana aqui em Road America. Fizemos uma corrida de recuperação e achamos que a gente poderia ter terminado entre os dez primeiros, mas então ele (Alexander Rossi) me bloqueou e bati no muro. Não acho que foi uma manobra muito legal, mas não vou perder meu tempo com isso. Meu pulso está um pouco dolorido, mas estou bem no geral. Foi uma pancada forte. Parabéns para o Scott (Dixon) e para a equipe. Ele foi rápido durante todo o fim de semana", disse o brasileiro.
Tony Kanaan terminou a prova no muro (Foto: IndyCar)

Quem passou mais perto de confirmar o favoritismo da Penske foi Josef Newgarden, que teve um ritmo muito consistente a corrida toda. No entanto, mesmo com mais botões de ultrapassagem que o rival no fim, não conseguiu evitar a vitória de Dixon e, consequentemente, deixou de cortar a diferença para o rival na tabela de pontos.

"Não deu para prever (a bandeira amarela) e acho que a nossa estratégia era boa. Fizemos tudo o que a gente precisava fazer para estar na frente durante toda a corrida, mas não dá para prever isso. Alguns dias elas vêm em boa hora, em outros não. Hoje, não veio em boa hora. (Scott) Dixon e toda a Ganassi fizeram um excelente trabalho e mereceram vencer. Fiquei feliz de termos quatro carros fortes durante todo o fim de semana. Chateia um pouco o fato de a gente não ter vencido porque o carro estava realmetne bom. Tivemos a volta mais rápida, o que é bom, e estou orgulhoso pela nossa equipe. Só decepcionado por a gente não vencer", falou o americano.

Helio Castroneves, que fez sua terceira pole em 2017, mais uma vez não conseguiu acabar com o jejum de vitórias, mas fez um bom trabalho. Uma falha de comunicação com a Penske antes da última parada foi decisiva para que o brasileiro perdesse as chances de triunfar.

 
"Nossos carros foram bem no início. Estava em uma posição confortável e economizando combustível. Quando troquei os pneus e coloquei os duros, eu sabia que as coisas ficariam mais difíceis. No final da corrida, o Scott (Dixon) fez um grande trabalho economizando combustível e abrindo vantagem. Eles foram rápidos, com certeza, e é uma pena, pois nossos quatro carros estavam realmente muito bons. Mas quando a briga por posições está acirrada, cada detalhe faz diferença. No fim, conseguimos pontos importantes para o campeonato. É um pouco decepcionante para a Penske por não vencer hoje, considerando que todos os nossos carros estavam fortes, mas isso acontece, agora vamos pensar em Iowa", comentou Castroneves.
A largada em Road America com o bom início de Helio Castroneves (Foto: IndyCar)

Simon Pagenaud não vive o seu melhor momento na categoria, mas é impressionante como o francês consegue manter a regularidade. Neste domingo, o atual campeão da Indy sequer passou perto de vencer, mas salvou pontos muito importantes para evitar uma fuga ainda maior de Dixon na classificação geral e segue no páreo.

"A gente fica chateado por a Penske não ter vencido hoje, mas não temos o que reclamar do carro. Parabéns para a equipe do Dixon, eles fizeram um ótimo trabalho. Fizemos tudo o que pudemos, várias estratégias diferentes com os pneus. Éramos um dos poucos a começar com os pneus duros e funcionou para nós. Mas não conseguimos brigar pela ponta em momento algum. No fim, foi um bom dia para nós. É uma honra guiar por aqui. Os fãs foram fantásticos novamente", disse o atual campeão.
 

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