Visibilidade? Sujeira? Resfriamento? Pilotos analisam teste com aeroscreen

Os testes da Indy em Austin surgiram como a primeira oportunidade de testar o aeroscreen em uma atividade oficial. Os pilotos fizeram uma análise positiva sobre a peça que protege o cockpit do carro

Os testes de pré-temporada da Indy no Circuito das Américas, realizados nos dias 11 e 12, também foram uma oportunidade para os pilotos se acostumarem com o aeroscreen, que será introduzido oficialmente na temporada 2020, que começa no dia 15 de março.
 
A peça foi desenvolvida para reduzir o risco de lesões causadas por peças de carro e outros objetos que podem atingir o cockpit, como no caso de Justin Wilson, piloto que morreu na etapa de Pocono, em 2015, ao ser atingido por parte da asa dianteira de Sage Karam, que colidiu contra o muro momentos antes. 
 
Uma das grandes preocupações sobre o aeroscreen era o resfriamento do cockpit. Como as temperaturas alcançaram apenas 14°C, houve dificuldades para uma análise, mas alguns pilotos ficaram atentos sobre.
Charlie Kimball (Foto: Reprodução)
"Eu acho que temos alguns problemas de resfriamento para trabalhar. Não foi quente hoje, mas ao mesmo tempo não tive problemas de visão e é muito mais silencioso no carro, com menos barulho de vento, o rádio é mais claro, mas precisamos saber como podemos nos manter frescos em um dia quente", declarou Charlie Kimball, que correrá a temporada pela Foyt, ao site 'Motorsport.com'.
 
"Andamos um pouco na chuva. Teve sujeira na hora de seguir outro carro, mas pareceu sob controle, então não tenho maiores reclamações", disse Dalton Kellett, parceiro de Kimball na Foyt. A chuva marcou os dois dias de atividades em Austin.
 
Felix Rosenqvist, piloto da Ganassi, também fez elogios. O sueco afirmou que a questão do resfriamento estava melhor que o esperado, e chamou atenção para a diferença aerodinâmica.
 
"Eu acho que funcionou bem. A visibilidade era muito boa. Quando o sol baixou, tinha muito brilho na tela, algo que vamos precisar ver com o feedback dos outros pilotos. A grande diferença é o jeito que afeta a direção do carro em termos de peso e aerodinâmica", disse Rosenqvist.
 

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