Indy

Wickens celebra apoio dos fãs antes de retorno: “Tenho uma nova perspectiva de vida”

Robert Wickens detalhou o apoio que recebeu dos fãs durante a fisioterapia após o grave acidente em Pocono. Piloto canadense conduzirá o pace-car da Indy durante a etapa de Toronto, que acontece no domingo.

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Robert Wickens conduzirá o pace-car da Indy durante a etapa de Toronto, no domingo (14). O piloto canadense, paraplégico desde um grave acidente sofrido em Pocono em 2018, terá a sua primeira experiência pilotando um Honda NSX adaptado, e falou sobre a mudança de vida.
 
Em coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (12), Wickens falou sobre o importante apoio que recebeu no processo de fisioterapia, que foi fundamental para manter a cabeça erguida e seguir evoluindo.
 
"Eu tenho uma nova perspectiva de vida. O que mais significou para mim foi quando estive na fisioterapia todos os dias, todo o apoio que tive dos meus companheiros de pista, da minha família, da minha esposa, dos meus fãs, de todo mundo que me ajudou a ir para a academia no novo dia", declarou.
Robert Wickens (Foto: Indycar)
"Quando eu estava na fisioterapia, era apenas o paciente 31265, e aí você faz amizades com estes pacientes, ouve suas histórias. Quando eu voltava para casa no final no dia, pensava no quão sortudo era por ter apoio de todos os lados. Se estou tendo um dia ruim, todos os meus fãs aparecem e me animam, em um lugar onde você pode entrar em um espiral e entrar em depressão", comentou.
 
Wickens também comentou sobre a difícil decisão de deixar a fisioterapia caso consiga retornar para a Indy. O piloto ainda tem contrato com a Schmidt Peterson, e a volta de apresentação no carro adaptado é um dos grandes passos para o seu retorno.
 
"Foi uma grande jornada. Não passou nem um ano do que é uma grande recuperação, mas espero pilotar, porque é a melhor terapia que posso ter, e estou um pouco preocupado pela minha ansiedade em voltar ao carro, especialmente depois de dirigir ontem. Tenho aquela sensação de um anjo no ombro e o demônio no outro, porque quando voltar a pilotar, a fisioterapia será colocada de lado, e preciso entender quando estou bom para pilotar de novo e praticamente desistir da reabilitação. Esse é um problema futuro. Agora, só posso focar no evento e o quão divertido será", comentou.
 
Em 2018, o piloto foi pódio na etapa de Toronto, e afirmou que foi o seu melhor momento na Indy por conta do apoio do público local. O canadense também elogiou os fãs que o incentivaram ao longo do ano em outras pistas do calendário.
 
"Foi fenomenal. O apoio que tive na corrida passada foi maluco, uma experiência louca. Quando olho para a minha temporada, acho que foi o melhor momento. Não foi a Indy 500, não foi o meu primeiro pódio em Phoenix, foi esse aqui, porque foi a minha primeira corrida em casa em 12 anos, e ir para o pódio e sentir o apoio de casa pela primeira vez foi incrível. E para ser sincero, desde que voltei após a lesão, toda corrida teve uma atmosfera parecida. Todo mundo está apoiando minha recuperação, e os fãs da Indy são os melhores, muito leais e apaixonados", concluiu.
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