Power dá resposta em Portland em meio a desrespeito inexplicável da Penske
Sem saber o futuro na Penske, Will Power, em uma ironia do destino, foi quem acabou com o jejum incômodo de um dos piores anos da história da equipe. E o recado é claro: ele merece respeito
Foram 43 vitórias, dois títulos, uma Indy 500 e o maior número de pole-positions na história da Indy. Não existem dúvidas: Will Power é um dos melhores pilotos que a Penske já teve. É quem faz a melhor temporada entre o ano terrível da equipe em 2025, e ao quebrar o jejum neste domingo em Portland, dá mais um sinal de que o desrespeito que a esquadra apresenta por ele é inexplicável.
Aos 44 anos, é completamente explicável que a Penske queira abrir mão de Power. Talvez seja o momento de rejuvenescer o time com outras opções, e a postura do australiano no meio da polêmica do ‘push-to-pass’, no ano passado, deu a entender que não é necessariamente um cara que está fechado com a equipe.
Porém, não justifica toda a postura da Penske em relação ao futuro de Power. Se for a hora de buscar outros caminhos, por qual razão não anunciar que o piloto será liberado? E o pior: Will sequer pode negociar com rivais porque é exclusivo do time até o dia 31 de agosto. Não parece ser a postura mais correta com um nome histórico da equipe. Ele merece respeito e merece ter uma resposta sobre o próximo passo.
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E foi uma bela vitória em Portland. Largando da terceira posição, foi excelente na questão de ritmo e estratégia, além de ver Pato O’Ward, o principal rival na briga pela vitória, agonizando com um problema mecânico que enterrou de vez as chances de título. A partir deste ponto, Will teve de brigar com Christian Lundgaard e Álex Palou.
Power não apenas viu o trabalho impecável da Penske nas chamadas estratégicas, como foi muito esperto para lidar com os retardatários no fim da prova. Saiu com uma vitória gigantesca mesmo com pneus usados e com menos push-to-pass para acionar nas voltas finais em comparação com os adversários.
No fim, um triunfo merecido. Se tinha alguém que, na base do mérito, precisava tirar o jejum da Penske, era Power, que até encostou no top-5 do campeonato. E que o recado seja muito claro depois deste domingo: o australiano ainda tem lenha para queimar na categoria e capacidade para entregar, seja no #12 ou em qualquer outro assento.
Portland também consagrou Álex Palou como tetracampeão da categoria. E é impressionante como o espanhol não sossega e tem uma gana de vencer que é absolutamente espetacular. É ele quem tornou a temporada da Indy minimamente interessante por sua batalha pessoal com os números e deixando outras lendas para trás.
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