Power quebra jejum injusto e vira coringa da Penske em briga pelo título

Em meio a problemas pessoais, Will Power deixou de vencer na Indy. Com tudo isso superado, australiano deu importante volta por cima e virou peça importante na briga pelo título

Foram 34 corridas. Honestamente, um jejum que Will Power nunca mereceu. Após o título surpreendente em 2022, o australiano da Penske se viu em um momento muito delicado na defesa do campeonato. A esposa, Liz, sofreu de uma infecção estafilocócica gravíssima. A condição de saúde piorou, ao ponto em que ela sofreu de uma febre de 41°C em que os próprios médicos pensaram que não resistiria. Liz precisou de uma cirurgia nas costas e vai precisar tomar fortes antibióticos pelo resto da vida. Porém, ela está de volta ao paddock e foi uma das primeiras a abraçar o marido depois da vitória em Road America.

Defender um título com a saúde da esposa em risco foi o tipo de atitude que mostra o quão grande é Power, e o quão simbólica é a vitória deste domingo em Elkhart Lake. O australiano sempre foi conhecido por ser um dos mais rápidos pilotos da história da Indy em classificação, e foi justamente a posição de grid que contribuiu muito. Hoje, escapou de todos os incidentes caóticos que marcaram as 10 primeiras voltas.

Posteriormente, ficou evidente que a batalha pela vitória seria interna na Penske. Scott McLaughlin, acostumado a brilhar em circuitos mistos e de rua recentemente, partiu muito bem e liderou boa parte da corrida, mas precisou enfrentar um Josef Newgarden em ritmo fortíssimo. O vencedor da Indy 500, inclusive, se deu muito bem no segundo pit-stop, com pneus duros, e parecia destinado a repetir 2022 com uma nova vitória.

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Penske varreu pódio em Road America (Foto: Indycar)

Ninguém dava nada por Will naquele estágio, e foi assim que ele surgiu. Enquanto toda a atenção era para ver se McLaughlin daria o bote em Josef nos boxes, o australiano vinha em ritmo de corrida excelente, e foi alongando o stint que conseguiu sair à frente de Newgarden no último pit-stop. O americano até tentou se aproximar, mas nunca foi uma ameaça real, se contentando com o segundo lugar. McLaughlin finalizou o pódio, formando um 1-2-3 da Penske.

À parte do fracasso nas 500 Milhas de Indianápolis, Power vem em ano muito consistente, e era evidente que o fim de jejum viria em algum momento. Veio justamente em uma pista onde já venceu, e contanto com os infortúnios da Ganassi, deu um salto sobre Álex Palou e Scott Dixon para assumir a liderança do campeonato após sete etapas disputadas.

É claro que Newgarden e McLaughlin vão se recuperando pouco a pouco das desclassificações em St. Pete, mas hoje, Power é o principal nome da Penske se há alguma possibilidade de impedir o título da Ganassi. O desempenho deste domingo foi assustadoramente bom, não apenas pela vitória, mas por cravar um 1-2-3 em uma pista onde os motores Honda pareciam superiores.

Para Laguna Seca, segue a expectativa em cima de Will. Assim como em 2022, ele faz um ano muito consistente e presente no pódio sempre que há a oportunidade. A vitória em Road America veio para tranquilizar e relembrar que o australiano é um piloto de excelente nível e muito capaz de vencer. Se o cenário parecia monopolizado em prol dos pilotos da Ganassi, já não é a mesma coisa na próxima visita na Califórnia, em duas semanas.

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