MotoGP

119 pontos atrás de Márquez, Viñales deixa 2020 para depois: “Vou pensar no agora”

Maverick Viñales decidiu deixar o futuro para depois e usar o teste coletivo desta segunda-feira (5) para pensar no GP da Áustria. O espanhol considera que ainda resta tempo para olhar para a temporada 2020

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Maverick Viñales não é um homem que pensa no futuro. Mesmo já com 119 pontos de atraso para o líder Marc Márquez, o #12 segue focado na temporada atual e diz que não vai perder muito tempo no teste coletivo desta segunda-feira (5) pensando na temporada 2020.
 
Ao contrário de Valentino Rossi, que celebrou o fato de ter um novo motor para testar pensando já na próxima temporada, Viñales acredita que deve usar o exercício coletivo de Brno para pensar no GP da Áustria do próximo fim de semana.
Apesar do grande atraso na tabela, Maverick Viñales quer seguir focando em 2019 (Foto: Divulgação/MotoGP)
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“Quero me concentrar muito na Áustria. Para mim, esta temporada ainda está aqui. Quero estar na frente na Áustria, então tenho de me concentrar em aceleração e freada”, disse Viñales. “Não vou perder muito tempo pensando em 2020. Vou pensar no agora. Para me sentir bem, preciso pensar neste ano”, justificou.
 
“Para mim, o resultado da próxima corrida é mais importante. Nós podemos coletar dados em Misano e Valência. Temos três dias em Valência”, defendeu.
 
Na corrida de domingo, Maverick teve uma largada ruim e perdeu seis posições logo na primeira volta. 
 
“Precisei de seis voltar para passar [Francesco] Bagnaia. Ele era um 1s5 mais lento do que eu e não conseguia passá-lo, então fiquei muito frustrado. A mesma história de sempre. Na largada, é verdade que eu patinei um pouco e fiquei preso. Não pude estar mais à frente e preparar a primeira curva. Então eu perdi muitas, muitas posições”, recordou. 
 
Ainda, Viñales disse que teve seu desempenho afetado pela tração e velocidade máxima da Yamaha.
 
“Primeiro de tudo, a tração. Aí a velocidade máxima. Eu não podia nem mesmo me aproximar para fazer uma tentativa. Só na curva um eu podia ter a possibilidade de ultrapassar em toda a pista”, explicou. “É assim que a Yamaha funciona. Quando não tem aderência, a moto não funciona. Talvez tenhamos dado sorte em Assen e Sachsenring nós tenhamos dado sorte, porque a aderência não era tão ruim”, ponderou.
 
“Quando chove e aí seca, a nossa moto é muito difícil, perde tudo. No warm-up foi realmente bom. Incrível. Era muito fácil pilotar a moto em 57s3. Na corrida, para chegar em 58 baixo, eu quase caí várias vezes. Dá para ver uma grande diferença na moto”, concluiu.
 
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