2 quebras e 24 horas de trabalho: Yamaha explica revés em teste da MotoGP na Malásia

Depois de ficar parada no segundo dia de testes em Sepang por causa de um problema no motor V4, a Yamaha voltou à ativa nesta quinta-feira (5) depois de receber liberação dos engenheiros da fábrica no Japão

A Yamaha viveu momentos de tensão no teste da Malásia. Ainda em fase de ganhar experiência com o motor V4, a casa de Iwata teve de abandonar o segundo dia de atividades após problemas no dia inicial e encerrou a quarta-feira sem saber se poderia entrar na pista nesta quinta-feira (5).

Nenhuma das YZR-M1 entrou na pista em Sepang no segundo dia de atividades por conta de problemas com o motor. Diretor-técnico da fábrica dos três diapasões, Max Bartolini apontou uma preocupação de segurança, tanto a dos pilotos da marca, quanto dos demais.

“Ontem [terça], Fabio parou na pista. Nós checamos qual foi o problema e não encontramos uma solução clara. Temos uma ideia, mas considerando a segurança dos pilotos ― os nossos e também os outros pilotos ―, decidimos realmente entender o problema e o que deveríamos fazer para ser mais seguro antes de voltar para a pista”, explicou Bartolini na quarta-feira. “Nós sabemos qual é o problema. O que causou é o que nós ainda estamos tentando entender. Temos uma ideia, mas precisamos de confirmação da fábrica”, indicou.

“Para ficar claro, esse problema no teve nada a ver com a queda de Fabio, pois ele caiu de manhã e o problema aconteceu mais tarde, na parte da tarde”, frisou.

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Yamaha voltou para a pista no último dia de testes em Sepang (Foto: AFP)

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A equipe na pista, então, acionou a fábrica no Japão, mas também a divisão esportiva em Gerno di Lesmo, na Itália. E foi só o ok da sede japonesa que colocou a M1 de volta à pista.

“Quando nós recebemos a informação nesta manhã do Japão, ficamos realmente aliviados, pois acho que eles tiveram uma longa noite entre o Japão e a Itália”, disse Massimo Meregalli, chefe da equipe. “Os engenheiros realmente conseguiram entender a causa do problema, então recebemos luz verde para recomeçar a atividade na pista”, seguiu.

O dirigente, contudo, destacou que “mais do que um grande [problema], foi realmente inesperado e desconhecido”.

“Foi um problema que nunca tivemos e, para eles, era realmente importante entender. Felizmente, eles conseguiram e nós pudemos terminar o teste”, comentou.

Meregalli minimizou o impacto da perda de um dia de testes no desenvolvimento da M1 e considerou que, o que não foi possível concluir em Sepang, será feito no teste da Tailândia.

“O mais importante é que o problema parece resolvido. E o que nós não conseguimos fazer aqui, vamos fazer em Buriram em algumas semanas”, encerrou.

Nesta quinta-feira, porém, Álex Rins entregou que não foi apenas Quartararo que teve problemas.

“Nos disseram que Fabio e Toprak [Razgatlioglu] quebraram dois motores, um cada um, e que, por segurança, queriam limitar o risco”, contou o espanhol.

Ao site britânico The Race, Paolo Pavesio, diretor da Yamaha, indicou que o trabalho de análise durou 24 horas.

“Digamos que foi um problema que pode ser identificado por meio do trabalho. Isso as vezes é a parte interessante de trabalhar no Japão e na Itália: você pode usar a noite do Japão para trabalhar na Itália e a noite da Itália para trabalhar no Japão e em Sepang”, comentou. “Foi uma jornada de 24 horas, mas era importante fechar o teste na pista”, destacou.

A Yamaha trabalhou por muitos anos com motores de quatro cilindros em linha, mas, tentando recuperar a competitividade, optou por trocar por V4 a partir deste ano. O projeto, portanto, é completamente novo.

A fábrica dos três diapasões, entretanto, não revelou qual foi o problema e nem tampouco a solução. As indicações, porém, são de que eles reduziram os giros do motor para evitar novos problemas.

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