Águas de março fazem Aprilia sofrer e colocam Yamaha no jogo em Goiânia
No dia 1 do GP do Brasil da MotoGP, sol e chuva trouxeram incertezas para uns e esperanças para outros em terras goianas. Resta saber quem aproveitará melhor os desafios ao longo do fim de semana no Autódromo Internacional Ayrton Senna
O primeiro dia da MotoGP em terras brasileiras depois de 22 anos trouxe um iô-iô climático que colocou um tempero muito interessante na ordem de forças do grid. Goiânia amanheceu chuvosa, passou por um período de sol punitivo e pista parcialmente seca, antes de fechar a sexta-feira com piso molhado mais uma vez.
Parafraseando Elis Regina, “as águas de março vão fechando o verão”. Mas que trouxe um sol de esperança para uma Yamaha que chegou à capital goiana cabisbaixa, com poucas expectativas para encontrar algum trunfo técnico na segunda corrida da temporada com o novo protótipo, agora com motor em V.
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Jack Miller disse ontem (19) que estava torcendo muito para chover. Toprak Razgatlioglu lamentou o possível desafio com desgastes de pneus no calor. Mas, ao menos hoje, o dia foi como a marca quis. O turco da Pramac avançou ao Q2 da classificação em terceiro na tabela de tempos, enquanto Fabio Quartararo também conseguiu passar ao registrar o sétimo melhor giro.
Se o clima continuar instável dessa forma — e há uma chance para isso —, Yamaha e Pramac podem buscar resultados que pareciam improváveis pela complexidade da nova moto e o abismo técnico que, hoje, existe entre ela e as ponteiras Aprilia e Ducati no grid.

Vale mencionar que essa confusão também cria outras chances individuais, sobretudo para quem se destaca na chuva. Johann Zarco foi o líder do dia mesmo com a pista mais seca, mas beneficiado pela precipitação que atingiu o autódromo brasileiro e invalidou as chances dos rivais para evoluir os próprios tempos na segunda metade do treino.
Impossível não lembrar do GP da França de 2025, quando o francês também foi beneficiado pela chuva que caiu em Le Mans, acertou na estratégia na troca das motos após a chuva castigar a pista e venceu a corrida para a LCR.

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Do outro lado da garagem, Diogo Moreira mostrou bom ritmo inicial na segunda atividade do dia, mas fechou em 15º lugar e vai disputar o Q1 da classificação amanhã. O brasileiro chegou a sofrer uma leve queda, mas nada que comprometa o desempenho ao longo do fim de semana.
Ao GRANDE PRÊMIO, Moreira confirmou que conversou com Zarco para buscar os melhores atalhos da pista goiana e disse que teve má sorte por não conseguir aproveitar o melhor tempo da pista antes da chuva.
Foi só o primeiro dia de GP do Brasil, mas Goiânia deu um recado claro na primeira disputa em pista: adora um emocional romance sertanejo e, mais ainda, de boas confusões.
Além da cobertura do Mundial de Motovelocidade ao longo de toda a temporada, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO em Goiânia para uma cobertura especial da etapa brasileira, com Gabriel Carvalho, Kaio Esteves, Pedro Luis Cuenca e Pedro Prado.
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