Aleix Espargaró jura que nunca pressionou Martín a se unir à Honda: “Não é momento”
De volta ao grid da MotoGP para disputar o GP da Grã-Bretanha com a HRC, Aleix Espagaró negou que tenha sido ele a faísca para a polêmica em torno da situação contratual de Jorge Martín com a Aprilia
Aleix Espargaró jurou que não falou com Jorge Martín sobre uma mudança para a Honda. Piloto de testes da HRC, o catalão relembrou que fez pressão para o amigo assinar com a Aprilia no ano passado e frisou que adoraria vê-lo vencer com a casa de Noale.
A relação entre Martín e a Aprilia está no centro de um furacão. Há dez dias, a publicação inglesa Autosport foi a primeira a noticiar que Martín foi ao circuito de Le Mans durante o fim de semana do GP da França para comunicar a Aprilia da intenção de ativar uma cláusula contratual que o permitia receber ofertas de outras equipes caso não estivesse entre os ponteiros do campeonato até o sexto GP do ano. De acordo com a publicação, o acordo assinado no ano passado não deixa o #1 amarrado para 2026.
O GRANDE PRÊMIO apurou que Jorge ofereceu a Aprilia mais seis corridas, a partir do momento em que voltar à ativa, para que possa seguir com a avaliação da RS-GP e ainda fazer uso da cláusula. Nesta quinta-feira, a equipe rompeu dez dias de silêncio, defendeu a validade do contrato e negou negociações para alterá-lo.
A disputa, porém, também envolveu a Honda, que despontou como maior interessada no passe de Martín. A marca da asa dourada voltou a crescer na MotoGP e tem uma vaga disponível na equipe de fábrica, já que o contrato de Luca Marini vence no fim do ano.

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A presença de Aleix Espargaró, que desde o início do ano é piloto de testes da HRC, foi apontada como um fator importante nessa suposta aproximação entre Martín e Honda, já que os dois pilotos mantém uma amizade próxima.
Ex-piloto da Aprilia, o irmão de Pol, contudo, garante que não tentou convencer Martín a trocar de construtor na MotoGP.
“Não há nada que eu possa dizer”, começou Aleix. “A única coisa que gostaria de dizer é que, se Jorge está na Aprilia — não estou dizendo que é minha culpa ou graças a mim —, mas eu pressionei bastante a gestão da Aprilia, pressionei Jorge bastante para convencê-lo o máximo possível”, seguiu.
“Ele teve de decidir entre duas ou três fábricas diferentes e eu o pressionei bastante para que assinasse pela Aprilia”, recordou. “Eu nunca, jamais — juro — falei com ele sobre se juntar a Honda. Acho que ainda não é o momento”, afirmou.
Vencedor de três GPs pela Aprilia, Aleix insistiu que adoraria ver o amigo vencer a bordo da Rs-GP.
“Obviamente, Jorge é um piloto incrível. Toda equipe gostaria de ter o campeão mundial, isso é certo. Eu adoraria ver Jorge vencendo corridas com a Aprilia. Mas uma coisa que gostaria de dizer é que nunca o pressionei a se unir a Honda”, assegurou.
Mesmo assim, Aleix admitiu que “não está surpreso” com a situação, já que Martín vive um momento difícil. O espanhol está afastado por lesão praticamente desde o início do ano. Jorge sofreu uma lesão nas primeiras horas da pré-temporada. Depois, quando estava prestes a voltar, uma nova resultou em outras lesões. O ex-Pramac só voltou à MotoGP no Catar, mas um tombo no domingo resultou em 11 costelas fraturadas e um pulmão perfurado, culminando com um novo afastamento sem data para acabar.
“Isso é uma questão de atletas e a mentalidade deles. Ninguém nesta sala, nem mesmo eu, pode entender o quanto ele estava sofrendo nos primeiros três ou quatro meses do ano durante a lesão, por causa da frustração”, comentou. “Então, quando você está em uma situação como esta, você nunca sabe o que vai fazer, o que a sua cabeça vai decidir”, considerou.
Mesmo sendo um integrante da Honda, Aleix manifestou apoio a Aprilia e destacou que a casa de Noale o fez sentir como se ele fosse Valentino Rossi.
“Sempre senti que tinha um tratamento incrível da gestão da Aprilia. Tenho um respeito enorme pela Aprilia. Sinto que eles têm o equilíbrio perfeito entre competição e família. Fui muito, muito feliz”, recordou. “Sempre senti que era o Valentino Rossi para eles. Mas, mais uma vez, isso não é sobre mim, não é sobre a Aprilia. É sobre um piloto que estava no topo do mundo e, de repente, está na base. Então é difícil entender o que faria no lugar dele. Mas, o que quer que ele faça, vou respeitar e tentar ficar por perto”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre 23 e 25 de maio, com o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, para a 7ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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