Aleix Espargaró mantém “um pouco” de fé na Aprilia, mas cobra melhora expressiva

Aleix Espargaró afirmou que ainda mantém um pouco de fé nas chances da Aprilia de brigar entre os ponteiros. Ainda assim, o #41 pressionou a casa de Noale, já que as marcas rivais conseguiram evoluir mais

Aleix Espargaró não esconde a insatisfação com a performance da Aprilia. Mesmo reconhecendo que se sente melhor com a RS-GP deste ano em comparação com o protótipo do ano passado, o #41 ressalta que a melhora mais expressiva da concorrência praticamente anula a evolução do time italiano.
 
Dono de um pódio na MotoGP, Aleix ocupa hoje a 14ª colocação no Mundial, com só 29 pontos, 221 atrás de Marc Márquez, o líder da disputa. 
Massimo Rivola e Aleix Espargaró (Foto: Aprilia)
Paddockast #31
QUEM NA F1 PASSA DE ANO?

Ouça: Spotify | iTunes | Android | playerFM

Questionado se ainda tem fé de que poderá andar entre os ponteiros da MotoGP com a Aprilia, Aleix respondeu: “Ainda tenho um pouco. Eu acredito um pouco”.
 
“Obviamente, não é fácil, porque esses anos não foram fáceis. Sinto que eu estou pilotando melhor do que nunca na minha carreira, mas não é o bastante, porque os resultados não estão vindo”, avaliou. 
 
Durante todo o tempo que está na Aprilia, Aleix encarou três companheiros de equipe diferentes ― Sam Lowes, Scott Redding e Andrea Iannone ―, mas sempre se colocou como líder do time. Antes do catalão, Stefan Bradl e Álvaro Bautista também passaram pela casa de Noale, mas não conseguiram resultados.
 
“Durante esses anos, eles mudaram bastante de pilotos ― Bradl agora está pilotando pela HRC, Bautista está vencendo corridas [no Mundial de Superbike], Iannone estava vencendo corridas [na MotoGP] e agora ele chega aqui e é mais lento do que eu”, analisou. “Então não é fácil acreditar, mas a Aprilia é grande, o Grupo Piaggio é muito grande, então espero que ainda possamos reagir na próxima temporada e esperto que a nova moto seja melhor”, seguiu.
 
Perguntado, então, se o sucesso de Bautista o faz considerar um futuro no Mundial de Superbike, o irmão de Pol respondeu: “Não. Era algo que eu tinha em mente no passado, mas agora eu acho que não. Quero ter sucesso nesse paddock e, se não conseguir, acho que me aposento em breve”.
 
No início do ano, Aleix considerava a RS-GP um pacote melhor, mas os resultados ficaram longe de melhora.
 
“Me sinto melhor com essa moto do que com a do ano passado, mas todo mundo melhorou bastante”, disse Aleix. “Às vezes, nós vamos para uma pista e os engenheiros, eu diria, não estão felizes, mas estão satisfeitos por sermos mais rápidos do que no passado. Para mim, eu não dou a mínima, eu não ligo, ainda que eu seja 2s mais lento, mas se eu não estiver na primeira posição, não é bom o bastante”, considerou.
 
“Então o importante é o quão rápido você é em comparação com os caras top naquele dia, não nos anos anteriores. Não importa ― se melhorarmos meio segundo, mas os outros melhorarem 1s, é ruim. Então é onde estamos”, concluiu.
 

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar