Ao lado de Aspar e Fittipaldi, Granado fala em ano de evolução na Moto3 em evento em São Paulo

Ao lado de Jorge Martínez Aspar e Emerson Fittipaldi, Eric Granado concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (24) em São Paulo. Piloto brasileiro destacou diferenças de sua atual Kalex KTM em relação a moto do ano passado e afirmou que 2013 é uma temporada de evolução

Depois de estrear na Moto2 em meados de 2012, Eric Granado decidiu das um passo atrás e assinou com a Aspar para a temporada 2013. Nesta quarta-feira (24), o brasileiro concedeu uma entrevista coletiva em São Paulo ao lado de Jorge Martínez Aspar, o chefe de sua nova equipe, e Emerson Fittipaldi, chairman da Momentum Sports, agência responsável pela carreira do piloto, onde falou sobre os desafios e expectativas para a nova temporada.
 
Ao lado do jovem piloto de 16 anos, Fittipaldi, que negocia com a Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, o retorno do Brasil ao calendário da categoria, destacou a expectativa dos brasileiros em relação à volta da MotoGP ao país e lembrou que Granado é a nova esperança brasileira nas duas rodas. 
Aspar lembrou longa parceria com Granado e espera evolução do brasileiro (Foto: Felipe Tesser)
“Acho que é um momento muito especial, um momento de expectativa aqui no Brasil. Nós sabemos que o público de motociclismo, o público que o Brasil tem, é um público que está esperando a MotoGP vir para cá”, comentou. “Acho que o Eric é uma nova esperança que o Brasil tem para chegar na MotoGP”, continuou, antes de falar de seu envolvimento com o mundo da motovelocidade. 
 
“Eu tenho muito a ver com a moto. Muita gente não sabe, especialmente os jornalistas mais jovens, que eu corri dois anos de motocicleta, 50 e 60 [cc]. Minha primeira corrida em Interlagos foi de moto. Eu adoro moto, acompanho, tenho uma concessionária Kawasaki aqui no Brasil já há uns quatro, cinco anos, então eu acho que é um momento muito bom para nós receber o Eric aqui”, falou o bicampeão de F1. “Na minha opinião, eles são muito loucos. Não é fácil fazer o que eles fazem. Eu falo que é um malabarismo em cima da motocicleta. É impressionante você ver a posição de corpo, todos os truques que você tem na aproximação de curva quando abre a perna, quando inclina, quer dizer, é o atleta, é o piloto no máximo da performance em cima de duas rodas. É espetacular”, avaliou. 
 
“Quem não gosta de assistir MotoGP? Realmente, é uma dança também. É um balé. Impressionante”, elogiou. 
 
Dono da maior equipe do Mundial, com duas motos em cada uma das categorias – Moto3, Moto2 e MotoGP, Aspar comemorou a vinda ao Brasil e destacou que a meta para esta temporada é que Eric acumule experiência e se desenvolva. 
 
“Para mim é um prazer, uma grande satisfação estar hoje aqui em São Paulo, na casa do Emerson, na Momentum, e me apresentar com Eric, que já está conosco há seis anos na Espanha, em Valência”, comentou, recordando o início da parceria com o brasileiro. “É o primeiro ano que ele está conosco no Mundial e nosso objetivo não é outro que não que ele cresça, que seja o mais rápido possível, e que ele tenha um grande futuro no mundo da MotoGP”, continuou. 
 
O piloto, por sua vez, lembrou a tradição da Aspar no Mundial e reforçou que a meta é evoluir a cada corrida. “Este ano é um ano novo para mim. Em uma equipe como a Aspar, acho que é uma grande oportunidade para eu poder evoluir e conseguir grandes resultados”, avaliou. “Assim como a gente já viu nos anos anteriores, essa equipe tem muitos títulos e tem um grande potencial de conseguir grandes coisas”.

Granado classificou como difíceis as duas primeiras provas do ano – GPs do Catar e das Américas –, mas celebrou a evolução que apresentou entre uma e outra. No último fim de semana, em Austin, Granado travou boas disputas por posição e se aproximou da zona de pontuação, antes de cair na última curva do circuito texano e completar a prova na última colocação
 
“Essas duas primeiras provas foram bem difíceis, pistas que eu não conhecia e eu consegui aprender bastante, evoluir bastante durante o final de semana, e do Catar para a corrida de Austin eu dei um grande passo e acho que isso é importante”, opinou. 
 
Às vésperas da etapa de Jerez, um circuito onde o jovem de 16 anos já correu, Eric avaliou que terá uma nova chance de evoluir, mas ponderou que as diferenças estão muito pequenas na atual temporada. 
 
“Eu já estou me sentindo bem mais a vontade com a moto, com a equipe”, falou. “Esse ano está muito competitivo, as distâncias estão muito pequenas entre um piloto e outro, mas eu tenho certeza que a gente vai conseguir evoluir, como já disse o Jorge, prova a prova, e espero poder no final do ano chegar na melhor forma possível, mas sempre pensando em objetivos curtos, que é como o Jorge sempre fala para mim”, explicou.
 
“Eu vou pensar agora em Jerez, em conseguir um bom resultado, e depois pensar na próxima prova e, com certeza, o resultado no final do ano vai ser muito positivo.” 
 
Além de elogiar a equipe, Granado também fez comentários positivos a respeito de Jonas Folger, seu companheiro de Aspar. “Eu posso aprender bastante tendo um companheiro de equipe como o Jonas, que é muito competitivo”, considerou. “É bom ter um piloto competitivo com você, porque você pode comparar, pedir ajuda, e o Jonas é uma pessoa muito gente boa, me dou muito bem com ele, então espero que este ano a gente faça uma grande dupla e possa levar a equipe Aspar ao mais alto.” 
 
Apesar de já ter treinado no circuito espanhol durante a pré-temporada, Eric afirmou que não tem grandes metas para a corrida do próximo fim de semana. “Os testes são sempre muito diferentes da corrida. Os testes são três dias inteiros de treinos para poder se adaptar à pista, se adaptar a moto. E final de semana de corrida é muito complicado, tanto que muitos pilotos que a gente não esperava estar na frente no Catar e em Austin surpreenderam”, lembrou. “São quatro treinos de 40 minutos e a prova no domingo, então tem de ser muito rápido para virar tempo e se adaptar a pista.” 
 
“Agora eu espero na sexta-feira poder me adaptar com a pista novamente, com a moto também e pensar em dar o meu melhor e conseguir fazer o que eu posso”, afirmou. “E o resultado, com certeza, vai ser fruto disso. Eu não estou pensando em posições. Quinto, quarto, sexto… Espero só poder dar o meu melhor e, com certeza, o resultado vai ser muito positivo”, concluiu. 
Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!