Após GP do Catar, Pedrosa revela problema no braço e põe em dúvida sequência da carreira na MotoGP
Após o GP do Catar, Dani Pedrosa revelou que está sofrendo com a síndrome compartimental no braço direito. Espanhol contou que nenhum médico indicou uma cirurgia e afirmou que não pode continuar correndo desta forma
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A cobertura completa do GP do Catar no GRANDE PRÊMIO |
O futuro de Dani Pedrosa na MotoGP é incerto. Neste domingo (29), após o GP do Catar, o espanhol revelou que está sofrendo com os efeitos da síndrome compartimental e contou que ainda não encontrou um caminho para solucionar o problema.
O chamado ‘arm pump’ é bastante comum em pilotos de moto e é caracterizado pelo aumento da pressão no interior de músculos, nervos e vasos sanguíneos. Assim, o fluxo sanguíneo é interrompido, o que pode resultar até mesmo em invalidez permanente do local afetado.

Dani Pedrosa afirmou que este é o momento mais difícil de sua carreira (Foto: Repsol)
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A classificação da MotoGP após o GP do Catar |
“Faz um ano que tenho muitos problemas no meu antebraço direito, com os quais venho sofrendo em silêncio”, disse Pedrosa. “Tentei resolver de todas as maneiras. No ano passado, como vocês sabem, fui operado na metade da temporada, o que não me ajudou de forma alguma”, recordou.
“A situação no ano passado foi bastante difícil, com muitos problemas a cada corrida. No fim do ano, viajei o mundo todo indo a diferentes médicos em busca de uma solução para o meu braço”, contou. “Nenhum, ou quase nenhum, me recomendou uma operação, então eu segui as orientações tentando melhorar o braço com algumas técnicas”, explicou.
Pedrosa explicou que, apesar de seus esforços, não conseguiu resolver o problema e reconheceu que não pode continuar correndo desta forma. A síndrome compartimental tem sintomas como dor progressiva, câimbras, palidez, paralisia e inchaço localizado.
“Mas é evidente que não posso seguir correndo desta maneira, porque não posso dar o máximo de mim. Faz um tempo que sofro com essa situação e é muito difícil continuar competindo assim”, declarou. “A equipe sabia da situação e chegou a um ponto em que eu tenho que voltar a tentar encontrar uma solução. Não tenho muitas respostas agora de como vai ser, mas tenho que tentar encontrar uma maneira de solucionar isso. É evidente que assim eu não posso continuar correndo, porque não posso dar o melhor de mim”, reforçou.
“É preciso olhar para frente. Vamos tentar fazer o máximo possível e ver se podemos encontrar uma solução logo, mas agora eu não tenho respostas do que vai acontecer”, concluiu.
A carreira de Pedrosa na MotoGP é marcada por inúmeros problemas físicos. Desde que estreou no Mundial de Motovelocidade, em 2001, o espanhol sofreu mais de uma dezena de lesões, com vários tipos de fraturas e inflamações. Apesar dos problemas físicos e de nunca ter conquistado o título da divisão principal, Dani é o terceiro piloto com mais pódios na MotoGP (94), atrás apenas de Valentino Rossi (161) e Mick Doohan (95).
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