Augusto Fernández cobra Yamaha e diz que protótipo V4 “precisa de algo mais” na MotoGP
Piloto de testes da Yamaha, Augusto Fernández destacou que o fim de semana na Malásia foi marcado por dificuldades e cobrou os engenheiros por novas peças para a YZR-M1 com motor V4
Augusto Fernández avaliou que o protótipo V4 da Yamaha “precisa de algo mais”. Piloto de testes da marca, o espanhol apontou que, depois de muitas dificuldades, a equipe conseguiu deixar a Malásia no mesmo ponto em que concluiu o GP de San Marino e da Riviera de Rimini e cobrou os engenheiros por “mais peças”.
O GP da Malásia foi o segundo da moto V4, que estreou na MotoGP em setembro, em Misano. A nova moto mostrou uma evolução apenas discreta, mas ainda distante do desempenho da YZR-M1 com motor de quatro cilindros e das rivais.
Augusto fechou a corrida sprint na 19ª colocação — à frente apenas de Michele Pirro —, a 25s412 de Francesco Bagnaia, o vencedor, e o GP em 18º, a 47s060 de Álex Márquez, que faturou a vitória. Em Misano, o #7 teve um atraso de 27s893 na prova curta e de 61s504 no domingo.
Até aqui, a Yamaha não liberou a potência total do motor V4. Em Sepang, Fernández atingiu um máximo de 329,2 km/h, enquanto Pedro Acosta registrou um máximo de 341,7 km/h. Entre as Yamaha, a maior velocidade veio de Jack Miller, que chegou a 336,4 km/h.

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“Foi um fim de semana difícil para nós”, disse Fernández. “Começamos o fim de semana pior do que terminamos em Misano, então foi como se tivéssemos de recomeçar descobrindo o que precisávamos para encontrar uma base outra vez”, seguiu.
“O positivo é que, com todo trabalho que fizemos, estamos agora no mesmo ponto em que terminamos em Misano”, analisou. “Então estou com dificuldades nas mesmas coisas, e o pessoal, depois de analisar os dados durante todo o fim de semana, viu que tínhamos os mesmo problemas em Misano. Podemos dizer que isso é a única coisa positiva, pois temos uma direção clara a seguir pelo menos nos próximos testes e na próxima corrida, em Valência”, adicionou.
Augusto, porém, deixou claro que é preciso faze mais e cobrou os engenheiros de Iwata para que eles continuem trabalhando na direção estabelecida na Malásia para os próximos testes.
“Mas nós precisamos de peças, precisamos de algo mais, pois fizemos tudo que podíamos com aquilo que nós temos em termos de acerto. Pelo menos temos uma direção a seguir, mas agora precisamos que os engenheiros trabalhem em coisas novas e sigam essa direção, encerrou.
A V4 volta à MotoGP no próximo mês, no GP da Comunidade Valenciana e no teste pós-temporada de Valência.
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