Bagnaia faz ano dominante, dá à VR46 primeiro título e sobe para MotoGP como campeão da Moto2

Depois de deixar passar o primeiro match-point na semana passada, Francesco Bagnaia não deu bobeira e faturou neste domingo (4) o título da Moto2. Com passaporte carimbado para MotoGP em 2019, o #42 exibiu um enorme salto de qualidade e deu à VR46 seu primeiro título no Mundial de Motovelocidade

Francesco Bagnaia não quis esperar nem mais um segundo para colocar as mãos no título da Moto2. Depois de desperdiçar o primeiro match-point na semana passada em Phillip Island, o #42 assegurou o campeonato de 2018 da divisão do meio do Mundial de Motovelocidade neste domingo (4) na Malásia.
 
Além de ser o primeiro título do italiano de Torino no campeonato promovido pela Dorna, a conquista de Pecco é mais uma validação do trabalho da VR46, já que é também a primeira vez que a equipe de Valentino Rossi leva um piloto ao título. No ano passado, Franco Morbidelli tinha se tornado o primeiro aluno da academia do multicampeão a se tornar campeão.
 
O talento de Bagnaia, porém, não precisou esperar por este domingo para ser reconhecido. No Mundial desde 2013, quando estreou na Moto3 pelo Team Italia, o italiano chamou a atenção de verdade em 2016, quando conseguiu duas vitórias na Moto3 pela Mahindra. Apesar de contar com um equipamento que tinha lá suas deficiências ― especialmente na comparação com as motos rivais ―, Pecco fechou a temporada com o quarto posto na classificação, se colocando em meio a um pelotão dominado por KTMs e Hondas.
 
A performance foi o suficiente para carimbar o passaporte de Bagnaia para a Moto2, agora de volta à estrutura da VR46, equipe que já tinha defendido em 2014 na categoria de entrada. Os primeiros pódios não tardaram a chegar e, com dois segundos lugares ― Espanha e França ― e dois terceiros ― Alemanha e San Marino ―, o italiano fechou o ano com o quinto lugar na classificação.
Francesco Bagnaia (Foto: VR46)
2018, no entanto, viu um enorme salto de qualidade de Francesco. Já na abertura da temporada, no Catar, o #42 conquistou sua primeira vitória na categoria. A prova seguinte, na Argentina, foi um tanto decepcionante com um nono posto, mas as coisas voltaram aos eixos com vitórias em Austin e Le Mans e um terceiro lugar em Jerez.
 
Bagnaia não subiu ao pódio nas etapas da Itália e da Catalunha, mas voltou a vencer na Holanda. No GP da Alemanha, Pecco conquistou aquele que, até então, era seu pior resultado na temporada, um 12º lugar, mas, desde então, não saiu mais do top-3 antes do desembarque na Austrália: foram quatro vitórias ― Áustria, San Marino, Tailândia e Japão (conquistada após a desclassificação de Fabio Quartararo) ― um segundo lugar ― Aragão ― e um terceiro ― Tchéquia.
 
Em Phillips Island, Bagnaia sofreu para se entender com a Kalex e repetiu seu pior desempenho no ano, ficando só em 12º. Oliveira, no entanto, não foi muito melhor e, apenas 11º, manteve o cenário confortável para o italiano.
 
Embora Oliveira tenha se mostrado um rival combativo, a supremacia da Kalex apareceu mais uma vez, especialmente nas mãos de um piloto que vive um grande momento.
 
A confiança no talento de Bagnaia, aliás, era tão grande que a Ducati confirmou a contratação do jovem italiano para correr com a Pramac na MotoGP ainda em fevereiro.
 
Com o futuro assegurado com tamanha antecedência, Bagnaia pôde focar apenas na Moto2 e não decepcionou. Além de se colocar como uma das promessas para a classe rainha, o feito do #42 é mais uma validação do método da Academia de Pilotos VR46, que conseguiu fazer renascer o motociclismo italiano num momento em que o esporte era amplamente dominado por espanhóis.
 
Agora, Bagnaia entra em contagem regressiva para poder, enfim, subir no protótipo 1000cc de Bolonha.

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