Stoner diz que “tentou avisar” e revela razão para saída da Honda: foco em Marc Márquez

Casey Stoner avaliou que fato de Honda ouvir apenas Marc Márquez no desenvolvimento da RC213V fez com que só o espanhol conseguisse guiar a moto. Australiano destacou que tentou alertar a marca japonesa, mas não foi ouvido

Casey Stoner afirmou que o foco apenas em Marc Márquez foi a “principal razão” de ter saído da Honda. O australiano atuou como piloto de testes da marca japonesa após a aposentadoria, no fim de 2012, mas deixou a companhia em 2015.

Bicampeão da MotoGP, Stoner já tinha apontado Marc Márquez como a razão da saída da Honda, mas voltou a reforçar que a atenção exclusiva ao direcionamento do piloto de Cervera é também a causa dos problemas de performance da RC213V.

Questionado pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport se a Honda ouvia apenas Márquez na hora de desenvolver a moto ao invés de aproveitar também as contribuições de Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo, Stoner respondeu: “Essa é a principal razão pela qual eu mesmo deixei a Honda”.

“Tínhamos chegado a um ponto em que a equipe de Marc estava começando a se afastar das minhas indicações”, relatou. “Tentei alertá-los, dizer que se continuassem a seguir apenas os desenvolvimentos de Marc, ele seria o único capaz de pilotar aquela moto e acidentes seriam frequentes”, seguiu.

Casey Stoner se aposentou da MotoGP pela Honda (Foto: Gold & Goose/ Red Bull Content Pool)

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“E eu estava certo, como mostram os resultados de 2015, mas eles não queriam me ouvir e, ao invés disso, decidiram me afastar”, relatou.

O último título da Honda na MotoGP foi conquistado justamente por Márquez, que alcançou a sexta taça na classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2019. Desde então, as coisas saíram completamente dos eixos. O #93 se machucou na abertura da temporada 2020 e, enquanto enfrentou idas e vindas na recuperação ao longo de três temporadas, os resultados desapareceram.

Ano passado, mesmo com uma temporada ainda de contrato, Márquez optou por um divórcio precoce e partiu para a Gresini, onde vai guiar a Ducati campeã do mundo.

“Eu não esperava, mas entendo ele ter partido”, disse Stoner. “Com todos aqueles componentes extras na moto, é muito difícil entender se era ele ou a Honda que tinham errado. Ir para a Ducati significa entender por si mesmo com o que tem competido nos últimos anos e entender se ele pode fazer a diferença lá também”, ponderou.

“Sair não foi uma escolha ruim. E acho que ele deixou a porta aberta para voltar se as coisas mudarem na Honda”, observou.

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