CEO da Dorna vê Goiânia como “melhor opção” e destaca importância de retorno ao Brasil

Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, falou com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO e apontou para evento promocional como primeiro passo para etapa de Goiânia da MotoGP

Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, admitiu que a MotoGP tentou por diversas vezes retornar ao “importante” mercado brasileiro, que recebeu a última corrida da categoria em 2004, no antigo autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, o dirigente ressaltou Goiânia como melhor opção para a MotoGP no Brasil.

Durante o evento promocional da MotoGP em Goiânia, realizado nesta segunda-feira (17), no Autódromo Internacional Ayrton Senna, o CEO da Dorna reconheceu que insistiu em fazer a categoria voltar ao Brasil e lamentou o fato de não ter trabalhado com a capital de Goiás antes, apesar de que a MotoGP por lá não é novidade. As primeiras edições no Brasil, entre 1987 e 1989, foram disputadas no autódromo.

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“Muitas vezes [tentou trazer a MotoGP de volta ao Brasil]. O Brasil é muito importante para o mundo a motor. Em geral, a economia brasileira é a maior da América do Sul e uma das maiores do planeta. Sabemos que a MotoGP pode impactar. Tentamos voltar muitas vezes e, no final, conseguimos o melhor que poderíamos ter. Pena que não vimos [Goiânia] logo que deixamos o Rio”, falou o CEO da Dorna com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO.

Aproveitando a passagem pela a Argentina no último final de semana, onde Marc e Álex Márquez fizeram o 1-2 familiar, a MotoGP desembarcou em Goiânia para um evento promocional. Diogo Moreira, Eric Granado, Luca Marini e Franco Morbidelli, terceiro em Termas do Rio Hondo, se exibiram ao público no autódromo, com boa presença de público. Para o CEO da Dorna, a realização desse tipo de evento faz parte do escopo pensado pela MotoGP e que também marca o primeiro passo para a etapa marcada para o dia 29 de março de 2026.

Diogo Moreira, Franco Morbidelli, Luca Marini e Eric Granado em Goiânia (Foto: Pedro Luis Cuenca)

“Um evento muito bonito, está tudo muito bom. Estamos felizes e me parece que é um magnífico primeiro passo para que o GP de 2026 seja um sucesso. Este é um tipo de colaboração que a MotoGP procura. Não pensar em apenas fazer uma corrida, mas um evento que seja importante para o lugar que vamos, com um impacto econômico importante para todos que estão ao redor”, declarou Ezpeleta.

“As pessoas da MotoGP receberam o retorno do Brasil muito bem. Depois de hoje, muito melhor. A opinião dos pilotos que vieram e nós, do paddock, significa muito. Muito mais pessoas saberão disso agora”, completou o CEO da Dorna.

Ezpeleta destacou a estrutura construída no autódromo de Goiânia, que deverá ser aprimorada até a etapa do ano que vem, mas o CEO da Dorna criticou as condições do asfalto no futuro palco da MotoGp no Brasil.

“Tem de asfaltar tudo, pois o asfalto é velho e tem algumas curvas que precisam ajustar. Mas as instalações estão feitas, mas também há um projeto que já está aprovado e é muito bonito para essa área. Acho que o autódromo estará perfeito e o autódromo da pista é ótimo. Os pilotos gostaram e não queremos que haja nenhum problema”, encerrou o CEO da Dorna.

MotoGP volta a acelerar entre 28 e 30 de março, GP das Américas, em Austin, nos Estados Unidos, para a terceira etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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