Chefe assume temor de Marc Márquez “quebrar equilíbrio entre equipes Ducati”
Gigi Dall’Igna assumiu que fica lisonjeado com o interesse de Marc Márquez em guiar uma moto da Ducati, mas reconheceu que fica a preocupação da repercussão de um eventual acerto com a Gresini nas demais equipes
Chefe da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna assumiu o temor da repercussão de uma eventual contratação de Marc Márquez pela Gresini nas demais equipes da marca. O dirigente, no entanto, se mostrou lisonjeado com o interesse do hexacampeão em guiar uma Desmosedici.
Márquez tem contrato com a Honda para 2024, mas atravessa um momento de incerteza. O espanhol já assumiu abertamente ter planos A, B e C para o futuro e uma das alternativas é correr com a Gresini ao lado do irmão Álex.

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Na visão de Dall’Igna, Marc “deseja fortemente” guiar uma Ducati. E o dirigente até reforçou os indícios de que isso pode mesmo acontecer.
“Marc foi um dos pilotos mais fortes da história, então o fato de ele desejar fortemente subir em uma Ducati só pode ser agradável”, disse Dall’Igna à emissora Sky Italia. “Ele decidiu deixar a Honda por uma Ducati não-oficial: acima de tudo, isso destaca o fato de que ele quer a nossa moto”, seguiu.
“Foi isso que ouvi, mas claramente não é um anúncio oficial ainda”, ressaltou. “Acho que tem muitas coisas a fazer e acho que é um contrato complicado de romper [com a Honda], caso ele queria romper. Mas me parece que essas são as declarações feitas. Do nosso ponto de vista, é satisfatório”, comentou.
Dall’Igna ponderou, porém, que a presença de Márquez pode afetar o equilíbrio entre os pilotos da marca.
“Existe, certamente, uma preocupação de que ele poderia, de alguma forma, quebrar o equilíbrio que existe entre todas as equipes Ducati”, assumiu. “Mas isso, eventualmente, fará parte do jogo e caberá a nós sermos bons em gerir a situação”, completou.
Além da equipe oficial, a Ducati atende Pramac, VR46 e Gresini. Em 2023, o top-3 da classificação é ocupado por Francesco Bagnaia, que representa o time de fábrica, Jorge Martín, da Pramac, e Marco Bezzecchi, da VR46.
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