Chefe da Dorna revela planos de criar categoria de motos elétricas como série de apoio ao Mundial de Motovelocidade

Diretor-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta revelou o plano de criar uma categoria com motos elétricas. De acordo com o dirigente, a meta não é ter um Mundial, mas uma série de apoio para a MotoGP e suas categorias

 

Diretor-executivo da Dorna, a empresa que promove o Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta revelou um plano de adicionar ao campeonato corridas com motos elétricas. O objetivo da companhia espanhola é dar início a esta nova categoria já em 2019.

 
Em uma já tradicional visita ao diário espanhol ‘AS’, Ezpeleta revelou os planos de Dorna e contou que a meta é fazer corridas de suporte ao Mundial com motos elétricas.
Carmelo Ezpeleta revelou plano de criar categoria de motos elétricas (Foto: GEPA pictures/ Mario Kneisl)

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“Em breve, nós vamos fazer algo com motos elétricas”, revelou Ezpeleta. “Vai ser monomarca e ecológico de verdade. Não vai ser um campeonato mundial, mas corridas de suporte aos GPs”, seguiu.
 
“Nós poderíamos fazer isso já, mas nós queremos que as baterias sejam carregadas com energia limpa e não com um compressor que contamina o triplo”, justificou. 
 
De acordo com o dirigente, o objetivo é que as baterias sejam carregadas usando tecnologia fotovoltaica, que é a que converte a radiação solar diretamente em eletricidade.
 
“Para 2019, poderemos ter cinco corridas elétricas como suporte”, contou. “Queremos chegar a um acordo para que uma companhia elétrica leve estações fotovoltaicas a cada circuito, e que isso seja ecológico e se alimente de energia fotovoltaica. Estamos trabalhando nisso”, detalhou.
 
Sem fazer muitos segredos, Ezpeleta revelou também qual o plano para a composição do grid desta categoria de motos elétricas.
 
“Temos uma ideia divertida, que é entregar as motos para gestão das equipes independentes da MotoGP, para que, com a moto elétrica, tenham mais um argumento de venda”, falou Carmelo. “Temos 14 motos independentes e queremos que sejam corridas de 18 pilotos, então seriam 14 pilotos da MotoGP e os quatro melhores da Moto2, se quiserem”, continuou.
 
Ezpeleta, entretanto, não quis revelar quais as fábricas interessadas nesta nova categoria, se limitando a indicar que “são duas”. Além disso, o dirigente revelou qual o provável palco da estreia dessa categoria: “É possível que seja em Jerez em 2019”.
 
O chefe da Dorna avaliou que ainda é cedo para falar em desempenho, especialmente porque tudo ainda está em desenvolvimento.
 
“As motos que podem aguentar dez voltas, podem chegar a 200 km/h. Já tiveram corridas elétricas em Laguna Seca e a que mais corria chegava a 200, mas esta não aguentava a corrida inteira”, contou. “Ganhou a que corria a 40, que terminou. Em alguns meses, nós teremos o programa mais desenvolvido e queremos que sejam corridas de apoio. Ainda é embrionário”, completou.

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