Chefe da Honda diz confiar em potencial de Lorenzo, mas reconhece que adaptação pode levar tempo
Jorge Lorenzo vai ter o desafio de ter que se adaptar à moto da Honda em 2019. Alberto Puig, chefe da equipe, apontou que o espanhol tem ótimo currículo, muita velocidade e grande potencial, mas reconheceu que a adaptação pode levar algum tempo
Jorge Lorenzo tem um grande desafio para 2019. De chegada à Honda, vai ter que se acostumar com uma nova equipe e domar uma nova moto, e Alberto Puig, chefe da equipe, já reconheceu que talvez não seja uma tarefa fácil a adaptação do espanhol, apesar do grande potencial que já provou ter.
O #99 desembarca ao time japonês após duas temporadas na Ducati. Na esquadra italiana sofreu para dominar a Desmosedici e teve, em 2017, seu primeiro campeonato sem uma vitória sequer, terminando em sétimo com 137 pontos somados.
Entretanto, apesar da demora em domar a fera vermelha, o espanhol conquistou seus dois primeiros trunfos nesta temporada, primeiro em Mugello e depois em Barcelona – no segundo já tinha seu futuro definido na classe rainha.

Alberto Puig (Foto: Repsol)
Pensando nisso e também no currículo do tricampeão, Puig ressaltou acreditar no potencial do piloto de Mallorca, mas reconheceu que pode demorar um pouco para se adaptar à Honda. “Lorenzo tem três títulos na MotoGP, nós acreditamos que ele tem potencial de conseguir bons resultados com nossa moto”, explicou.
“Esperamos que ele tente vencer, assim como nos velhos tempos. Mas você nunca sabe como um piloto vai se adaptar à máquina. Às vezes é fácil, às vezes, não. Demorou algum tempo para ele entender a Ducati, mas uma vez que entendeu, venceu duas corridas seguidas”, continuou.
“Esperamos que ele seja rápido. Quão rápido? Nós não sabemos. Quando ele será rápido? Também não sabemos. Mas acreditamos em seu potencial e em sua carreira, ele não está vindo para a Honda apenas para ficar na pista”, completou.
Lorenzo vai assumir a vaga de Dani Pedrosa, que se aposenta no final desta temporada. Alberto ressaltou como os pilotos são diferentes e isso apenas traz benefícios para a Honda. “Ter diferentes pilotos é bastante interessante do nosso lado”, apontou.
“Você pode desenvolver a máquina, eles podem tentar aprender, tentar ver diferentes maneiras. Os engenheiros aprendem com seus competidores, então veremos o que Lorenzo traz para a Honda”, encerrou.
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