Chuva e neblina provocam atrasos, mas MotoGP decide correr com cronograma alterado e sem helicóptero médico

Depois de duas horas de atraso no warm-up da Moto3, a organização do Mundial de Motovelocidade decidiu iniciar a programação deste domingo com um cronograma alterado, mesmo sem que o helicóptero médico possa voar. Equipe médica do Mundial entende que é possível executar uma remoção por terra em caso de qualquer eventualidade

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O Mundial de Motovelocidade tomou uma decisão um tanto preocupante na manhã deste domingo (11). Confirmando a previsão do tempo, a chuva começou em Motegi ainda na madrugada e, acompanhada por uma forte neblina, causou um atraso de cerca de duas horas no warm-up, já que o helicóptero médico não podia levantar voo. Apesar de as condições climáticas não terem melhorado, a direção de prova decidiu seguir com a corrida, mesmo sem poder contar com resgate aéreo.
 
Pouco após o início do warm-up, a direção de prova do Mundial emitiu um comunicado anunciando que daria sequência à programação mesmo sem contar com o helicóptero, uma vez que entende que as melhorias feitas no centro médico da pista, as ambulâncias atuais e o apoio da polícia local seriam suficientes para atender qualquer eventualidade.
Neblina e chuva marcaram presença em Motegi neste domingo (Foto: Reprodução)
“Por conta das condições climáticas atuais no circuito de Motegi, o helicóptero médico não pode voar”, começa a nota. “O diretor-médico e o chefe-médico discutiram a situação, levando em conta a significativa melhora das instalações do centro médico e as ambulâncias atualizadas em comparação com os anos anteriores. Com a cooperação de equipes médicas locais e internacionais, e a colaboração obtida junto à polícia local para facilitar o transporte, a opção de transporte terrestre para pilotos feridos melhorou suficientemente para ser uma opção segura e viável”, segue o texto.
 
 “O transporte terrestre para o hospital mais próximo aprovado não levaria mais de 50 minutos”, indicou a nota. “Nessas condições, o diretor-médico e o chefe-médico informaram à direção de prova que é possível dar sequência ao evento. A decisão do diretor-médico e do chefe-médico é aprovada e apoiada pelo escritório permanente da FIM (Federação Internacional de Motociclismo)”, completa.
 
Por conta do atraso desta manhã, a Moto3 e Moto2 tiveram o início de suas provas adiado e as distâncias reduzidas. A largada da categoria menor acontece à 0h (de Brasília), com a distância caindo de 20 para 13 voltas. No caso da divisão intermediária, a largada está programada para 0h55, com 15 voltas ao invés das 23 previstas inicialmente.
 
No caso da MotoGP, a largada permanece às 2h, com a distância de 24 voltas preservada.

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