Com problema nos pneus, MotoGP opta por parada obrigatória para troca de moto no GP da Austrália

Pela segurança dos pilotos, MotoGP opta por pit-stop obrigatório para troca de moto no GP da Austrália. Bridgestone afirmou que não pode garantir a segurança dos pneus slicks traseiros por mais de 14 voltas

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As imagens do Mundial de Motovelocidade neste sábado em Phillip Island

A crise dos pneus que tanto movimentou a F1 na temporada 2013 chegou à MotoGP. Por conta de uma mudança no asfalto de Phillip Island, que foi completamente refeito, os times encontraram um nível de aderência muito superior àquele com que tiveram de lidar no ano passado e o grid extra acabou por reduzir a duração dos pneus.
 
Inicialmente, a Bridgestone, fornecedora única dos compostos da categoria, determinou que somente os pneus slicks duros poderiam ser utilizados na corrida, mas após os treinos deste sábado (19), ficou claro que esta solução não era o bastante. 
Nova superfície de Phillip Island aumentou o desgaste dos pneus (Foto: Repsol)
A Bridgestone, então, informou à direção de prova da MotoGP que não podia garantir a segurança dos compostos slicks traseiros para além de 14 voltas. Em uma medida para garantir a segurança dos pilotos, o Mundial reduziu em uma volta a prova deste domingo e vai forçar os pilotos a irem aos boxes para trocar de moto.
 
Em um comunicado divulgado pela direção da prova, a MotoGP explica que a corrida terá 26 voltas e não as 27 previstas. Além disso, todo piloto terá de entrar nos pits e trocar para a segunda moto com pneus novos ao menos uma vez durante a corrida.
 
Também, nenhum piloto poderá completar mais de 14 voltas com nenhum dos pneus slicks traseiros. Isso significa que uma mudança de moto/pneu antes da 12ª volta vai exigir uma segunda troca de moto/pneu antes do fim da corrida.
 
Obrigatoriamente, todos os pilotos terão de usar os compostos mais duros disponibilizados pela Bridgestone, que também entregará conjuntos extras aos times para suprir a demanda. 
 
Por conta do pit-stop obrigatório, a zona de limite de velocidade do pit-lane será ampliada na entrada e na saída e o caminho de saída para o retorno à pista será demarcado por uma linha branca na área de escape. O piloto que cruzar essa linha enquanto volta para a pista será punido.
 
Os problemas com os pneus não ocorreram apenas na classe rainha. Na Moto2, a Dunlop, fornecedora exclusiva dos compostos, solicitou à direção de prova uma redução no número de voltas da corrida. Temendo o desgaste excessivo dos pneus, a comissão aprovou a ideia e os pilotos da classe intermediária completarão apenas 13 voltas em Phillip Island.
 
A confusão em torno dos pneus também resultou em uma nova regra. A partir de agora, os times são obrigados a obedecer a orientação do fabricante no que diz respeito a calibragem dos compostos. 
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