Comissário de segurança da FIM nega que fama tenha influenciado na punição de Rossi: “Não demos nenhum desconto”

Comissário de segurança da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), Franco Uncini assegurou que a popularidade de Valentino Rossi não influenciou na punição por toque com Marc Márquez. Piloto da Yamaha recebeu três pontos de punição por choque com espanhol na curva 14 de Sepang

A cobertura completa do GP da Malásia no GRANDE PRÊMIO

Comissário de segurança da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), Franco Uncini garantiu que a popularidade não pesou na punição de Valentino Rossi pelo incidente com Marc Márquez no GP da Malásia.
 
Rossi e Márquez travaram um duro embate nas voltas iniciais da prova de Sepang, mas o duelo terminou na 7ª volta, quando o espanhol tentou passar o italiano e caiu após um toque. O #46 foi considerado culpado pelo acidente de Márquez e recebeu três pontos de punição por direção irresponsável. Como já tinha um ponto por uma infração anterior, o italiano vai largar em último na Comunidade Valenciana.
Comissário da FIM garantiu que fama de Valentino Rossi não pesou na pena (Foto: Yamaha)

Após a punição a italiano, Jorge Lorenzo sugeriu que a fama do companheiro de Yamaha pesou na medida da sentença, teoria que foi apoiada por Casey Stoner, por exemplo. 

 
 Falando ao jornal italiano ‘La Gazzetta dello Sport’, Uncini contou que a direção de prova pensou em sancionar o italiano imediatamente, mas decidiu aguardar o fim da disputa, já que a sanção poderia ter impacto direto na disputa pelo título.
 
“Assim que vimos o contato, nós teríamos penalizado Valentino imediatamente”, disse Uncini. “Para nós, parecia óbvio que ele estava empurrando Márquez para fora da linha”, seguiu.
 
“Mas nós decidimos continuar seguindo a corrida, conversar com os pilotos e olhar para o choque mais uma vez”, explicou. “A decisão era muito importante, e não porque dizia respeito ao Rossi, mas porque influenciaria o desfecho do campeonato. A direção de prova não podia arriscar um erro”, defendeu.
 
“A demora da decisão foi apenas por conta da necessidade de avaliar bem cada aspecto. Uma vez que as responsabilidades foram estabelecidas, não demos nenhum desconto”, assegurou.
 
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis declarou que era importante questionar a motivação da atuação de Márquez, mas Uncini ressalta que, mesmo que estivesse deliberadamente reduzindo o ritmo de Valentino, o espanhol não fez nenhuma manobra contra o regulamento.
Acidente entre Rossi e Márquez (Foto: Reprodução/Twitter)
“Foi extremo, mas dentro dos limites”, ressaltou Uncini. “Não está escrito em lugar nenhum que devemos ir 100% em todas as voltas”, seguiu.
 
“Você pode decidir o seu ritmo considerando desgaste de pneu, combustível, motor. Mesmo com a suspeita, não temos provas de que Marc o estava impedindo de propósito”, falou. “Por que deveríamos penalizar ultrapassagens iguais a milhares de outras? Desde que estejam dentro das regras, são bem-vindas. São ótimas e um espetáculo”, frisou.

“Você pode suspeitar que Márquez estava procurando briga, mas Rossi podia ter reagido de uma maneira diferente. E a tensão dos dias anteriores era unidirecional: Valentino tinha acusado Marc de favorecer [Jorge] Lorenzo, mas o espanhol sempre negou isso”, lembrou.

 
Uncini, entretanto, admitiu a existência de um ‘acordo de cavalheiros’ para que pilotos fora da briga pelo título não disputem com os líderes de maneira muito agressiva, mas ponderou que no caso de Rossi e Márquez, havia “um rancor entre eles desde a Argentina”.
 
Apesar dos rumores de um clima nada amistoso no encontro entre os pilotos na direção de prova, Uncini afirmou que os dois foram “educados”, embora Rossi estivesse “bastante chateado”.
 
Indagado sobre o suposto chute de Rossi em Márquez, Uncini respondeu: “Com a falta de provas concretas, nós nos abstivemos de julgar o movimento da perna. Pode ter escorregado por conta do contato”.
VIU ESSA? O POLÊMICO INCIDENTE ENTRE ROSSI E MÁRQUEZ NA MOTOGP

determinarTipoPlayer(“15655524”, “2”, “0”);

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube