Como Martín e Bezzecchi: relembre momentos clássicos de fogo amigo na MotoGP

Jorge Martín causou no GP da Hungria, mas, antes do espanhol, muitos outros episódios de fogo amigo foram protagonizados na MotoGP. O GRANDE PRÊMIO relembra alguns momentos clássicos

Jorge Martín está no olho do furacão após causar um acidente custoso para a Aprilia na primeira curva do GP da Hungria de domingo (7). Mas o espanhol não foi o primeiro a protagonizar um caso de fogo amigo na MotoGP. Em alguns casos, aliás, a briga pelo título chegou a ficar para lá de ameaçada.

Na passagem da MotoGP por Balaton Park, Martín perdeu o controle na primeira curva e caiu, coletando Marco Bezzecchi, Raúl Fernández, Fermín Aldeguer e Fabio Di Giannantonio. Destes, apenas o piloto da VR46 conseguiu voltar para a pista.

Com o abandono múltiplo, a Aprilia sentiu o impacto do revés na classificação do Mundial de Pilotos. Graças à sprint, Bezzecchi conseguiu aumentar mais três pontos na vantagem em relação a Martín, mas, depois do abandono no GP, a margem para Pedro Acosta caiu de 70 para 48 pontos. No caso de Marc Márquez, que venceu a oitava etapa do ano, a diferença baixou de 102 para 72 tentos.

No Mundial de Construtores, a vantagem da Aprilia em relação a Ducati caiu de 30 para só 13 pontos.

Marco Bezzecchi foi tirado do GP da Hungria por Jorge Martín (Foto: Divulgação/ MotoGP)

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Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola não escondeu a insatisfação com Martín. O dirigente apontou a culpa e recriminou o espanhol, avaliando que ele cometeu um “erro que um campeão mundial não deveria cometer”.

Apesar das críticas ― e da punição que recebeu do Painel de Comissários da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) ―, Jorge não foi o primeiro a tirar um companheiro de equipe de combate. E, muito provavelmente, tampouco será o último.

O GRANDE PRÊMIO recorda alguns dos lances mais chamativos da MotoGP:

Jorge Martín x Marco Bezzecchi

Se engana quem pensa que o acidente da Hungria foi o primeiro entre Martín e Bezzecchi. Ano passado, no Japão, o espanhol se empolgou na largada após sair de 17º, mas errou a freada e caiu, coletando o companheiro de Aprilia. Marco ainda conseguiu voltar para a corrida e terminou em quarto.

Diferente do que aconteceu em Balaton Park, porém, os pilotos não escaparam ilesos. Bezzecchi teve um sangramento no músculo da coxa e também no joelho, enquanto Martín fraturou a clavícula direita e enfrentou mais um afastamento da MotoGP.

Luca Marini x Joan Mir

Em 2025, Luca Marini foi tirado da corrida sprint do GP da Catalunha por Joan Mir. O italiano, que tinha passado pelas 19 primeiras etapas da temporada sem nenhuma queda, foi derrubado em uma tentativa de ultrapassagem do companheiro de Honda na curva 2.

Mir, que imediatamente se desculpou com Marini, foi punido com uma volta longa. O lance, porém, ameaçou as chances da Honda de somar os pontos necessários para avançar no ranking de concessões. No dia seguinte, contudo, Luca assegurou o sétimo lugar e garantiu a passagem da montadora do grupo D para o C.

Pedro Acosta x Augusto Fernández

Em 2024, com apenas cinco minutos do primeiro treino livre do GP da Catalunha, Pedro Acosta e Augusto Fernández, então titulares da GasGas, se acharam na saída da curva 5. Os dois caíram, mas ninguém foi considerado culpado, já que o tubarão não tinha visão do colega, que vinha por dentro.

Johann Zarco x Takaaki Nakagami

Também em 2024, Johann Zarco e Takaaki Nakagami tiveram um esbarrão na quinta volta da corrida sprint do GP do Japão. O francês tentou passar o colega de LCR na curva 2, mas os dois se tocaram e o japonês foi parar no chão de Motegi.

Johann acabou punido com uma volta longa, mas os dois pilotos não entraram em acordo sobre as responsabilidades. Taka disse que o companheiro de equipe “cometeu um grande erro”, mas Johann saiu acreditando que Nakagami podia ter evitado o acidente.

Luca Marini x Marco Bezzecchi

Nem todos os lances de fogo amigo tiveram impacto severo no campeonato. Em 2020, Luca Marini e Marco Bezzecchi, então companheiros de VR46 na Moto2, se enroscaram na hora de celebrar o pódio duplo pelo segundo e terceiro lugares, respectivamente, e caíram na Andaluzia. Os amigos, porém, não levaram o lance pro coração.

Andrea Iannone x Andrea Dovizioso

Um dos lances mais memoráveis de fogo amigo na MotoGP aconteceu no GP da Argentina de 2016. Naquela época, a Ducati não era a força dominante da atualidade, mas caminhava para um pódio duplo em Termas de Río Hondo até Andrea Iannone decidir ir para cima de Andrea Dovizioso na penúltima curva.

Na tentativa de ultrapassagem pelo segundo lugar, Iannone perdeu a frente e caiu, carregando Dovizioso junto. Assim, Valentino Rossi e Dani Pedrosa foram promovidos ao pódio, atrás de Marc Márquez, o vencedor. Dovi ainda empurrou a moto até a linha de chegada, mas acabou apenas em 13º.

O Painel de Comissários da FIM considerou que o #29 foi “otimista demais” e aplicou uma punição, forçando o italiano a perder três posições no grid da corrida seguinte, além de somar um ponto no carnê do ‘Maniac’.

Sem o incidente, Dovizioso ficaria com a vice-liderança da MotoGP, apenas um ponto atrás de Márquez. Com a queda, o italiano ficou em 5º no Mundial de Pilotos, a 18 tentos do líder.

Dani Pedrosa x Nicky Hayden

Um dos lances de fogo amigo mais chamativos da história da MotoGP aconteceu no GP de Portugal de 2006. Naquela corrida no Estoril, Dani Pedrosa caiu em uma tentativa de ultrapassagem pelo terceiro lugar e tirou Nicky Hayden da prova.

O problema é que o norte-americano desembarcou em território português na liderança do Mundial, mas viu Valentino Rossi virar o jogo justamente por causa do acidente. O destino, porém, foi camarada com Nicky, já que Toní Elias derrotou o #46 na linha de chegada por 0s002, o que limitou a margem do italiano na classificação para oito pontos.

Na decisão de Valência, Hayden conseguiu o improvável e entrou para história como um dos raros pilotos que conseguiram reverter um déficit de pontos na última corrida para ser campeão. Antes, apenas Wayne Rainey tinha conseguido o feito, em 1992. Depois, só Jorge Lorenzo repetiu, em 2015.

Mas, no circuito Ricardo Tormo, Rossi caiu ainda no início da prova e, ainda que tenha voltado à pista, ficou só em 13º. O ‘Kentucky Kid’ foi terceiro e garantiu o lugar na Torre dos Campeões por uma margem de cinco pontos ― justamente aqueles que Elias impediu Valentino de conquistar no Estoril.

MotoGP volta a acelerar entre 19 a 21 de junho, em Brno, para o GP da Tchéquia, nona etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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