Comunicação, EPIs e refeições: Yamaha mostra plano de contingência para lidar com pandemia

Diretor de operações da Yamaha, Marco Riva detalhou o que aconteceu com o time nos últimos quatro meses para permitir a volta da temporada 2020 da MotoGP. A casa de Iwata divulgou as orientações que deu aos seus funcionários sobre o uso adequado dos equipamentos de proteção individual e das medidas de higiene necessárias para evitar um surto de Covid-19

A MotoGP está de volta! Depois de quatro meses de espera, a classe rainha voltou à pista já nesta quarta-feira (15) para um dia de testes em Jerez, mas o chamado ‘novo normal’ é a cena predominante por conta da pandemia do novo coronavírus.

Às vésperas do início do campeonato, a Yamaha divulgou as medidas que adotou para garantir a segurança de seus funcionários. Diretor de operações do time, Marco Riva detalhou os procedimentos adotados desde o cancelamento do GP do Catar no início do ano. A montadora de Iwata também divulgou as orientações que deu aos seus funcionários sobre o uso adequado dos EPIs, os equipamentos de proteção individual.

A casa dos três diapasões aproveitou para “agradecer especialmente aos profissionais de saúde ao redor do mundo que colocaram suas vidas em risco para proteger e cuidar de outras pessoas durante a pandemia da Covid-19”.

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Yamaha orienta que as pessoas mantenham a distância de uma M1 (Foto: Yamaha)
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“A Yamaha gostaria de enfatizar que, embora o lockdown tenha terminado na maioria dos países, a pandemia da Covid-19 ainda está acontecendo. A Yamaha Motor Racing dedicou muito tempo e energia revisando seu protocolo de corrida para garantir a segurança de todas as partes envolvidas, já que a segurança sempre vem em primeiro lugar nos GPs”, disse a equipe em nota.

O diretor de operações explicou que o trabalho foi feito em duas fases, primeiro com trabalho remoto e, depois, com algumas pessoas de volta à sede do time, em Gerno di Lesmo, na Itália.

“Os passos que demos na área de operações podem ser amplamente divididos em duas fases: primeiro recomeçar as atividades na sede da YMR, com regras estritas para reduzir significativamente o risco de contaminação, seguido por uma mudança nos protocolos de viagem e corrida para fazer com que o comparecimento aos eventos do calendário de 2020 da MotoGP seja o mais seguro possível para todos os envolvidos”, disse Riva. “A fase 1 começou imediatamente após o cancelamento do GP do Catar, que logo foi seguido por restrições de viagens e um lockdown completo. Depois do cancelamento do GP do Catar, a YMR revogou urgentemente todos os materiais para poder ter controle total e direto da situação, ficando pronta para qualquer eventualidade”, seguiu.

“Durante o período de lockdown que se seguiu, o pessoal da YMR trabalhou de casa, mas permaneceu ocupado desenvolvendo vários planos de contingência para estarmos prontos para qualquer cenário possível”, explicou. “Durante as últimas semanas de lockdown, a YMR realizou uma análise de risco em conformidade com as medidas de prevenção do DPCM italiano (Decreto do Presidente do Conselho de Ministros) divulgado em 24 de abril de 2020, para preparar a sede da YMR para o reinicio formal em 4 de maio, depois de dois meses de fechamento compulsório”, detalhou.

“Graças a essa preparação cautelosa, tudo estava pronto e implementado para permitir que um pequeno número de pessoas voltasse à sede em 4 de maio para que pudéssemos começar a preparação dos materiais e equipamentos para estarmos prontos em questão de semanas para o possível reinicio do campeonato de 2020 da MotoGP. A prontidão e o profissionalismo da equipe da YMR nos últimos meses tornou possível que trabalhássemos em segurança, equipados com os EPIs apropriados. Treinamento efetivo, combinado com um plano de comparecimento efetivo e limitado ajudaram ainda mais a equipe da YMR a trabalhar durante a fase 1 com zero contaminações de Covid-19”, contou.

“Para a fase 2, a YMR e o pessoal chave do time trabalhou na elaboração de um plano de risco com várias operações no circuito depois de trocar ideias com a Dorna e a IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida). A YMR comprometeu recursos importantes no desenvolvimento de um sistema de comunicação que permite que vários membros do time estejam em contato enquanto mantém a distância segura de 2 metros ou #OneM1Apart [Uma M1 de distância, em português] como dizemos no time (a YZR-M1 tem 2,060 metros de comprimento)”, continuou.

A Yamaha divulgou, ainda, uma imagem onde detalha o uso de cada um dos EPIs disponibilizados para os funcionários. A ideia é que as pessoas estejam devidamente protegidas nas mais variadas situações.

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Layout dos boxes foi modificado para aumentar a proteção (Foto: Yamaha)

“A seleção e a revisão dos EPIs adequados para todas as ocasiões na pista foram feitas levando em conta tanto a segurança quanto o conforto do pessoal, que terá de operar em circunstâncias muito especiais. Os vários ambientes de trabalho foram reorganizados com indicações claras da capacidade máxima de pessoas e o posicionamento delas de acordo com as distâncias seguras. Quando não for possível seguir as diretrizes de distanciamento seguro por conta do espaço restrito, a YMR definiu e vai disponibilizar aos funcionários os EPIs apropriados como exigido pelo Plano de Contingência – Covid-19 da Dorna”, falou Riva.

A fábrica de Iwata também modificou o serviço de alimentação e vai atender não só os membros do time principal, mas também a estrutura da SRT. “Uma nova unidade do serviço de bufê foi criada para servir lancheiras às pessoas do time de fábrica da Yamaha e SRT, incluindo os membros das equipes deles de Moto3 e Moto2, produzindo um total de 200 refeições servidas diariamente, tanto no almoço quanto no jantar”, explicou. “Um agradecimento especial para todas as pessoas da Yamaha Motor Racing e seus parceiros técnicos que nos permitiram enfrentar esta fase delicada com o espírito positivo e inovador que nos distingue”, encerrou.

Tal qual as principais autoridades de saúde do mundo, a recomendação da Yamaha é que seus funcionários utilizem máscaras, lavem as mãos com frequência, usem álcool gel, evitem tocar em paredes e corrimãos e também cumprimentos com contato de pele, evitem tocar o rosto, o nariz e a boca, que limpem objetos que usaram ou vão compartilhar, que não frequentem ambientes lotados, que mantenham a distância segura, que evitem objetos contaminantes, usem escadas e que os elevadores sejam utilizados por uma pessoa de cada vez.

A montadora divulgou, também, a orientação de uso de cada uma das máscaras disponíveis. A máscara cirúrgica, por exemplo, deve ser usada em carros com mais de um ocupante, dentro do paddock e dos boxes, na montagem e preparação das motos, na manutenção dos motores, em reuniões, treinos, classificação e corrida. A FFP2 ou KN95 devem ser utilizadas em postos de gasolina, aeroportos ou voos e no trecho entre o hotel e o circuito, seguindo as regras locais. A protocolo da Dorna vai exigir o uso dessas máscaras mais resistentes em algumas situações, que serão comunicadas ao staff em cada etapa.

Os escudos faciais serão utilizados na montagem e preparação das motos e durante reuniões e treinos livres quando os profissionais não puderem respeitar a distância segura. Para classificação, warm-up e corrida, os funcionários terão de usar capacete, fone de ouvido e um visor.

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Yamaha detalhou o uso dos EPIs para manter os funcionários em segurança (Foto: Yamaha)

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